O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 26/10/2018

Em 1924, foi criado um projeto que visava ao combate de doenças endêmicas no Rio de Janeiro. Essa medida, a qual tornava a vacinação obrigatória, foi realizada pelo governo brasileiro, reverberando, assim, entre os cidadãos, a Revolta da Vacina. Hodiernamente, apesar dos avanços científicos e sociais da medicina, o cenário verde e amarelo tem apresentados lacunas tangentes à saúde pública, dando espaço ao reaparecimento de doenças já erradicadas em tal sociedade. Convém ressaltar, então, sob esse aspecto, as principais causas e consequências desse fenômeno no país.

Em primeira análise, observa-se que o principal fator para a conjuntura atual é a desinformação popular concernente à prevenção de doenças. De acordo com o Ministério da Saúde, as notícias falsas criadas em torno das vacinas, além de outros remédios, ameaçam o processo de imunização das crianças e dos adultos, uma vez que o indivíduo, diante de tal “fato”, busque outros recursos arriscados para se defender de uma patologia.

Em segunda análise, tem-se como consequência dos problemas supracitados, o aumento no índice de mortalidade infantil impulsionado por doenças que poderiam ser evitadas ou, até mesmo, que já foram erradicadas. Consoante a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente, 1,5 milhão de crianças falecem todos os anos em razão dessas doenças. Tal fato, evidencia, pois, que esse quadro no contexto brasileiro é causado, majoritariamente, pela alienação social predita.

Torna-se evidente, portanto, que o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil exige uma intervenção Estatal imediata. Logo, é fundamental que o MEC, em parceria com o Ministério da Saúde, incorporem à grade curricular de ensino, Fundamental e Médio, aulas ministradas por agentes de saúde, sobre a importância de precaver as enfermidades, com o auxílio de livros didáticos fornecidos por tais órgãos, para que, somente assim, a população canarinha se conscientize e não seja mais necessário combater as doenças, mas sim preveni-las.