O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 25/10/2018

O Brasil nos últimos 3 ou 4 anos vive um contexto de realismo mágico, algo que só poderia ser explicado pelo próprio Gabriel Garcia Marquez, são coisas como: ex-presidente preso; escândalos de corrupção; contestação de tudo e ataque contra todos. Esses afrontes respingam até mesmo contra vacinas e remédios aclamados, uma (mas não a única) das razões responsáveis pela volta de doenças reemergentes, aquelas que já  se tem conhecimento há muitos anos.

Um movimento que tem ganhado adeptos no Brasil é a antivacinação, com base nos Estados Unidos e com crescimento constante desde o final da década de 90. No brasil a organização ainda é uma fagulha, segundo reportagem da BBC Brasil em 2014 o movimento se concentra em fóruns na internet. Um dado preocupante vem do Ministério da Saúde que indica que a classe A se vacina menos que a média geral brasileira, claramente uma influência das ações desse grupo, já que tal classe tem acesso aos tratamentos.

Talvez o fator mais importante nessa reemersão de doenças seja a adaptação das mesmas, elas conseguem diminuir e até mesmo cortar totalmente a efetividade de medicamentos tradicionais. um caminho para resolver o problema é a constante atualização científica, porém o Brasil anda na contramão no quesito, o investimento federal entre 2014 e 2017 foi reduzido em mais de 5 bilhões de reais, tornando o país dependente de terceiros e a mercê de super doenças, super bactérias e outras “supers”.

Essa dependência gera um embate, a indústria farmacêutica entre 2014 e 2017 cancelou cerca de 1784 drogas, 63% delas por motivos comerciais (dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Algumas dessas drogas são tradicionais e essenciais no combate a doenças conhecidas há algum tempo, um exemplo é a penicilina que combate a sífilis, cada vez mais difícil de ser encontrada.

Para combater tais problemas e erradicar as doenças emergentes é necessário uma frente ampla: em primeiro lugar, é imprescindível o combate direto à campanhas antivacinação, a conscientização deve partir de diversos meios, assistentes sociais; Upa’s; escolas. Outro ponto essencial é a volta de amplo investimento na área tecnológica pelo governo federal, se necessário com financiamento de médicos essenciais por parte do estado.