O poder de manipulação das mídias

Enviada em 25/10/2021

Segundo o teórico da comunicação Marshall McLuhan, as mídias não servem apenas para auxiliar o tráfego de informações, mas também são capazes de moldar o pensamento dos usuários. Nesse sentido, o poder de manipulação das redes de comunicação social, no qual foi ampliado pela indústria cultural e pelo fenômeno da globalização, impacta de forma nociva a população mundial contemporânea. Nessa perspectiva, a falta de raciocínio crítico somado ao efeito causado pelas mídias no âmbito social configuram a problemática.

Em primeira análise, a disseminação dos conteúdos midiáticos proporcionaram um empecilho no desenvolvimento do dissernimento crítico da humanidade. Nesse contexto, consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o imediatismo da sociedade predomina sobre a preocupação com o futuro. Nesse viés, de maneira análoga a afirmação de Bauman, as pessoas recebem as informações de forma imediata, sem utilizar o senso crítico para construir um posicionamento adequado, o que, além de acarretar na difusão de ideologias de massa, prejudica a democracia existente nas diferentes opiniões e extinguem a possibilidade de diferentes pontos de vista. Assim, é essencial filtrar os dados apresentados pelos elementos que propagam a informação.

Outrossim, os materias exibidos nos inúmeros aparelhos midiáticos geram consequências, principalmente negativas, para o corpo social. Em vista disso, em um episódio da série digital americana “Black Mirror”, o prefeito de uma cidade foi obrigado a demonstrar comportamentos absurdos ao vivo, devido a uma notícia contraditória reproduzida pela mídia local, o que o pressionou as suas decisões. Desse modo, a ficção representou algo que ocorre frequentemente na realidade, pois as ações dos indivíduos são condicionadas a partir das questões e argumentos apresentados na mídia, nas quais interferem na singularidade do sujeito. Por isso, é imprescindível refletir os resultados da manipulação das redes de comunicação.

Portanto, é notório o poder de manipulação das mídias. Primeiramente, é dever dos utilizadores ponderarem, por meio do exercício da criticidade, sobre as credibilidade das matérias expostas nos mecanismos de comunicação, com a finalidade de filtrar e estabelecer uma opinião própria, para que diversas concepções possam ser mostradas e a democracia presente na individualidade prevaleça. Ademais, é de suma importância que os diretores e produtores dos canais de comunicabilidade sejam cautelosos e tenham responsabilidade com os dados retratados, para que a adulteração das informações não implique em prejuízos sociais.