O poder de manipulação das mídias

Enviada em 25/10/2021

No Estado Novo, chefiado por Getúlio Vargas, foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que tinha como função o controle dos meios midiáticos para uma propagação positiva da imagem do presidente. Nessa conjuntura, o poder de manipulação da mídia na sociedade brasileira só se fortaleceu com o passar das décadas, devido à expansão do público e ao consumismo capitalista.

Primeiramente, a Terceira Revolução Industrial trouxe consigo a facilitação do acesso à comunicação, considerando quem não possui os devidos equipamentos para tal, isolado do resto do mundo. Tal crescimento ocasionou, segundo a Escola de Frankfurt, um sequestro de mentes por meio da mídia, tornando ela um “ser” inconsciente capaz de controlar a sociedade. Ou seja, as ideias que são propagadas seguem os interesses das classes dominantes, que podem, por exemplo, impedir manifestações ou espalhar informações falsas por meio das “fake news”.

Ademais, o capitalismo utiliza-se dos meios de comunicação para estimular o consumismo. Isto é, faz o consumidor nunca estar satisfeito com o que possui e sempre querer os últimos lançamentos. Tal realidade comprova a teoria do filósofo Theodor Adorno de que “o consumidor não é soberano como a indústria cultural queria fazer crer: não é seu sujeito, mas seu objeto”. Com tal influência, o índice de produção de lixo eletrônico cresceu 21% em 2019, de acordo com a Global E-Waste Statistics, mas tal fato é “maquiado” pela mídia aliada.

Diante dessa problemática, infere-se que medidas são necessárias para reduzir a manipulação da mídia. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação, por meio de palestras em escolas, instigar o senso crítico nas crianças e adolescentes acerca das informações recebidas por eles, a fim de criar um juízo de valor sobre elas, além de utilizar da própria mídia para propagar campanhas contra as fake news para o público mais velho. Somente assim, teremos um país crítico que pensa por si só, sem a influência de um DIP.