O poder de manipulação das mídias
Enviada em 25/10/2021
O filósofo Foucault, em sua obra “Vigiar e Punir”, disserta sobre os “corpos dóceis”, do qual para o autor, é um corpo que é transformado em um ser não contestador e passível. Em nossa sociedade existe diversos exemplos de docilização, uma destas são as mídias, que exercem um poder no senso comum. Devido a isso, é necessário analisar sobre o papel da mídia e a manipulação que ela pode exercer.
A princípio, as mídias como as televisivas e as digitais, tem uma popularidade entre as pessoas. Tendo influência em diferentes espaços na sociedade, como no entretenimento e na informação. Este último, carrega o grande papel de investigar e noticiar acontecimentos relevantes para a população. Um exemplo é a corbertura da rede televisiva brasileira, “Rede Globo”, sobre a pandemia do Coronavírus no Brasil, que deu visibilidade a situação dos hospitais lotados e a rotina dos profissionais de saúde.
Ademais, segundo o filósofo brasileiro, Cortella, a mídia tem ocupado um papel docente para os jovens desde cedo. Isto é preocupante, pois, principalmente no meio digital, surge diversas informações inverdadeiras, elas são popularmente conhecidas como, “Fake News”, que significa, notícia falsa. Esta, atualmente, é considerada um fenômeno perigoso, porque não há contestação das fontes, fazendo que ela exerça um poder no senso comum. Isso muitas vezes pode induzir o indivíduo a cometer atos contra a própria saúde. Um exemplo destas são as ideias extremistas antivacina na pandemia, do qual prejudica o combate a doença ao influênciar as pessoas para não se protegerem dela.
Portanto, conclui-se que as instituições devem investigar a origem das notícias falsas, e as motivações por trás de sua criação. Afim de que movimentos extremistas, como o antivacina, sejam combatidos. Deve-se incluir também programações no meio midiático, que desmistifique as informações inverdadeiras e elucide a importância de questionar e verificar as fontes. Quiça, por este caminho, os corpos docéis pela mídia, passem a contestar as informações que lhe chegam.