O poder de manipulação das mídias

Enviada em 23/10/2021

Com o advento da Revolução Industrial, que ocorreu no Brasil, no século 19, o país pôde vivenciar uma intensa transformação nas empresas, indústrias e, posteriormente, nas mídias digitais. Essa mudança, inicialmente, tinha o dever de atuar de modo a encurtar distâncias mundiais e facilitar relações econômicas e sociais. No entanto, com o uso cada vez maior dessas redes, elas foram desenvolvendo um forte poder de persuasão na sociedade brasileira. Assim, é fundamental analisar como o poder de manipulação midiático pode influenciar no aumento do consumismo, bem como a minimização de um direito inerente ao ser humano: a liberdade de escolha.

Primeiramente, é pertinente pontuar que os meios de comunicação influenciam na decisão de compra da população. Essa ideia pode ser corroborada por Steve Jobs, grande empresário a nível global, ao afirmar que o consumidor não sabe o que quer até que o digam o que ele quer, isto é, muitas vezes o comprador não sabe o que “adicionar ao carrinho”, até que a internet ou televisão, por exemplo, o influenciem a comprar determinado produto e gastar dinheiro que, frequentemente, é desnecessário. Essa prática, infelizmente, contribui para a formulação de indivíduos alienados e consumistas, sem a capacidade de analisar o que realmente precisam em seu dia-a-dia e adquirirem produtos que, de fato, terão utilidade em suas vidas.

Ademais, quando os meios midiáticos influenciam, significativamente, na decisão de compra, além de estarem intensificando o consumismo, estão excluindo a liberdade de escolha individual, a qual é um direito constitucional. Essa perspectiva pode ser comprovada por Max Horkheimer, grande pensador alemão, na teoria da “Escola de Frankfurt”, ao evidenciar que há intensa ilusão de liberdade no mundo contemporâneo. Isso ocorre, uma vez que as pessoas são “enganadas” pelas mídias, principalmente internet, ao terem seus dados armazenados e usados como forma de influenciar suas decisões e comportamentos, de modo a minimizar sua autonomia de decidir o que receber e, consequentemente, adquirir. Por isso, urge que haja maior fiscalização de autoridades sobre esse dilema social.

Portanto, evidenciado como a mídia pode influenciar os cidadãos, há a necessidade de minimizar essa situação. Cabe ao Governo Federal, nesse contexto, como instância máxima da nação, a formulação de um Plano de Controle à Subordinação Midiática, que deverá financiar campanhas nas escolas e televisão, com figuras influentes como cantores e atores, para alertar às pessoas acerca dos malefícios do consumismo e maneiras de ter um pensamento crítico mais marcante, para não correr o risco de ter a sua liberdade comprometida, a fim de tornar a sociedade mais harmônica e formar indivíduos menos manipuláveis. Feito isso, a teoria de Max Horkheimer não mais se adequará ao Brasil.