O poder de manipulação das mídias

Enviada em 23/10/2021

No século XX, Getúlio Vargas manipulou a população para instituir uma ditadura por meio do Plano Cohen, no qual membros do governo alertavam no rádio sobre a ameaça de uma suposta revolução comunista ocorrer no país. Apesar de décadas terem se passado, parcela da sociedade, ainda, não tem noção do poder de manipulação das mídias, infelizmente. Diante disso, surge a necessidade de se analisar a influência dos meios de comunicação em massa na esfera individual e na política.

Inicialmente, é imprescindível parlamentar acerca da influência dos meios de comunicação nos indivíduos. Nesse sentido, segundo o jornalista George Orwell, a massa mantém a marca, a marca financia a mídia e a mídia controla a massa. A partir do prisma do escritor, fica implícito o processo de formação de humanos alienados, ou seja, sem senso crítico, através do consumo de produções midiáticas, as quais não causam reflexão no espectador. Dessa forma, parte da população acaba por absorver alguns valores, como o consumismo, que a mídia impõe, logo, é controlada por ela e isso é muito danoso para a sociedade, pois se cria um corpo social homogêneo e acrítico, assim, confirmando a tese de George Orwell.

Ademais, faz-se fundamental analisar a manipulação dos meios de comunicação em massa na esfera política. Nessa conjuntura, um exemplo marcante disso é o caso, investigado pela justiça dos EUA, da influência da rede social “Facebook” no resultado das eleições estadunidenses de 2016, por meio do impulsionamento de publicações a favor do ex-presidente Trump. Esse acontecimento evidenciou uma interferência em decisões individuais, no qual os interesses de certas empresas de comunicação foram priorizados, em detrimento da liberdade de escolha dos indivíduos. Desse modo, essa ação é extremamente prejudicial à consolidação e ao aprimoramento da democracia.

Portanto, fica evidente o quão maléfica é a manipulação da mídia para o desenvolvimento da sociedade e da democracia. Sendo assim, o Ministério da Educação deve investir na formação de estudantes críticos, os quais dificilmente sejam manipulados pelos meios de comunicação em massa, por meio da alteração da Base Nacional Comum Curricular com a adição de mais aulas de ciências humanas que instigam a reflexão do indivíduo, a fim de ampliar a liberdade de pensamento da população. Dessa maneira, o Plano Cohen não se repetirá na história brasileira.