O poder de manipulação das mídias
Enviada em 22/10/2021
Segundo a teoria da “Tábula Rasa”, formulada por John Locke, filósofo inglês, o ser humano nasce como uma folha de papel em branco e adquire seu conhecimento por meio das experiências ao longo da vida. Diante disso, nota-se que uma das maiores influências sobre a formação do indivíduo, na conjuntura atual, é a mídia. A partir disso, faz-se imperioso analisar o poder da manipulação dos meios de comunicação devido à falta de educação no Brasil e a ameça à democracia que isso representa.
Vale pontuar, como fator primordial, que os brasileiros não são ensinados a averiguar fatos e formar opinião própria, desde os primórdios da colônia, a mídia era responsável por educar a população. Contudo, percebe-se a continuidade desse fenômeno até os dias atuais, no que o jornalista Leonardo Sakamoto denomina de “Terceirização da interpretação da realidade”. Ou seja, com tantos problemas exitentes no país, como a crise política, econômica e sanitária, além da dinamicidade do cotiadiano, é muito mais cômodo abster-se da discussão e deixar-se ser manipulado.
Ademais, é evidente o grande perigo de ter uma população alienada e sem engajamento em questões sociais. Desse modo, a democracia brasileira está em risco, pois a mídia possui tanto poder sobre os indivíduos que é capaz de alterar resultados de eleições. Prova disso é o caso das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, segundo o site informacional BBC News, a rede social Facebook teria ajudado Donald Trump a sair vitorioso. Assim, é imprescindível que o povo seja instruído a não tolerar que o mesmo aconteça no Brasil.
É urgente, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Comunicação, o qual é responsável pela Secretaria Especial da Comunicação Social, crie palestras, as quais devem educar a população sobre como evitar a manipulação da mídia e a importância da formação da opinião própria para a democracia. Tal ação deve ser realizada por meio da contratação de palestrantes capacitados, como jornalistas qualificados, a fim de promover uma sociedade crítica e engajada socialmente.