O poder de manipulação das mídias

Enviada em 21/10/2021

No filme “Coringa” do diretor Todd Phillips, vê-se uma visão destituída de esperança em relação ao futuro da humanidade, pois se enfatiza a disfuncionalidade da sociedade do “amanhã”. Contudo, essa ausência de otimismo não se limita a uma obra cinematográfica distópica, já que, na realidade, poucos têm acreditado, por exemplo, na resolução da manipulação das mídias, dificultando, assim, a busca por soluções. Nesse prima, é importante analisar essa questão no Brasil.

De antemão, nota-se que a manipulação das mídias é um reflexo da negligência governamental. Isso porque há uma falha no processo de fiscalização, uma vez que falta inspecionar, com mais rigor, a alienação gerada pelos meios de comunicação, o que prejudica, a consolidação do direito à informação. Sendo assim, constata-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo John Locke, visto que o Poder Público não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos.

Além disso, pontua-se que aceitar o poder de manusemento detido pela mídia é banalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de investimento financeiro estatal, posto que faltam verbas para implementar nas escolas, debates que desenvolvam o senso crítico, gerando, assim, o consumismo desenfreado, provocado pela amência de parte dos adolescentes.

Essa problemática pode ser compreendida de acordo com os estudos da filósofa Hannah Arendt, visto que, em virtude de um processo de massificação social, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado, ficando inertes frente aos entraves existentes.

Ressalta-se, em suma, que a manipulação midiática deve ser superada. Logo, é necessário que o Estado asegure a fiscalização, priorizando a inspeção, a partir dos órgãos competentes, do alheamento em meios de comunicação, com o objetivo de promover informações seguras à sociedade. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, por meio de campanhas em escolas e nas ruas , produzidas por ONGs, sobre a importância da mobilização coletiva em prol de verbas estatais, a fim de promover a capacidade crítica nos adolescentes e cessar o consumismo excessivo. Desse modo, a ausência de otimismo poderia ficar restrita ao filme “Coringa”.