O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 13/09/2020

Durante o período Pré-Modernista, em 1922, o escritor Lima Barreto destacou-se pela obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”. Um dos principais símbolos deste movimento, a literatura narra a história do protagonista Policarpo Quaresma, um patriota e erudito que amava incondicionalmente sua Pátria. Entretanto, ao analisar o patriotismo no Brasil por um prisma estritamente histórico, nota-se que esse sentimento encontra-se em extinção.

Destarte, a ditadura militar ao apropriar-se dos símbolos nacionais, causou em algumas pessoas e na oposição ao militarismo o repúdio as demonstrações cívicas. Ademais, sob tal óptica é notório que o aumento da corrupção e reflexos históricos vivenciados no Brasil, fazem com que o patriotismo seja deixado de lado. Dados divulgados pelo G1 mostram na atual conjuntura que aproximadamente 54 por cento dos brasileiros não sabem cantar por inteiro o Hino Nacional. Logo, compreende-se que há muitos leigos ao que se refere na palavra Patriotismo, sendo assim, nessa situação urge a necessidade de um olhar especial para essa causa.

Outrossim, é imprescindível citar as atrocidades cometidas pelos militares nos “Anos de chumbo”,  o período mais repressivo da Ditadura Militar no Brasil, onde a repressão à oposição armada cresceu como nunca, torturas, censuras e mortes, algumas seguidas de desaparecimentos de muitos militantes, deixando suas famílias sem resposta de seu paradeiro até os dias atuais, assim como Felipe Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe de Santa Cruz Oliveira Scaletsky. Dessa forma, ressalta-se que os atos cometidos perpetuam na integridade humana, considerando-se crime de lesa a Pátria.

Em analogia aos fatos argumentados, é de suma importância que esse pressuposto tenha um desdobramento final. Por conseguinte, o Ministério da Defesa do Brasil, através de suas secretarias, deve desenvolver por meios midiáticos, programas culturais informacionais, ministrados por especialistas do assunto, promovendo debates e palestras a fim de desmistificar a concepção errônea formada no processo de desenvolvimento sociocultural no Brasil, de que ser patriota não é o mesmo que submissão ao Estado. Somado a isso, o Ministério da Educação, por meio de suas secretarias, devem implementar a disciplina de cidadania na grade extracurricular, proporcionando conhecimentos sobre valores cívicos e sentimento patriota. Assim, como proferido pelo poeta alemão Fridrich Schieler, “não se vale nada um povo que não defenda a honra de sua Pátria”.