O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 18/08/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à falta de patriotismo no Brasil atual. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas o individualismo crescente e a base educacional lacunar.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o individualismo crescente presente no Brasil. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange à falta de patriotismo no Brasil. Assim, o individualismo exacerbado impede os indivíduos de pensarem no coletivo, e consequentemente gera falta de empatia pela pátria.
Ademais, ressalta-se que a base educacional lacunar também configura-se como um entrave no que tange à questão atual do patriotismo no Brasil. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nessa perspectiva, percebe-se a forte influência dessa lacuna quanto à cidadania e o patriotismo, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão. Torna-se imperativo, então desenvolver medidas que ajam sobre o problema.
Sendo assim, é essencial que o ministério da educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar cidadania na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores possam discutir questões como patriotismo, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos.