O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 09/09/2020
De acordo com a filósofa Hannah Arendt, no livro “As Origens do Totalitarismo”, o patriota tribal sempre insiste que seu próprio povo está cercado por “um mundo de inimigos”. Diante disso, fica evidente que o patriotismo em questão no Brasil foi moldado, antes de tudo, por conceitos políticos que separam em lados contrários a população nacionalista brasileira. Sob essa ótica, é importante destacar os males de um nacionalismo exacerbado e como o país pode entrar em colapso por isso.
A princípio, os males de um nacionalismo acima da média são claros ao longo da história da espécie humana desde o surgimento do Estado Moderno. Nessa perspectiva, o nacionalismo alemão no século XX, motivado pelo tirano Adolf Hitler, moveu a maior parte da população do país ao pensamento grotesco de que apenas seu povo estava acima de todo resto do mundo. Desse modo, o resultado não foi outro senão uma guerra que assolou todo o globo terrestre e causou milhões de mortes. Com isso, ficam explícitos os perigos de um civismo exacerbado, sem a dosagem correta que uma pátria consciente de seus limites deve possuir, para manter o equilíbrio que as relações diplomáticas entre países pede.
Ademais, o Brasil corre risco de colapsar politicamente por motivos de desunião da própria população do país. Sob essa ótica, os habitantes da Rússia no início do século XX, entraram em conflito com a Coroa “Romanov”, que na época comandava a nação, por estarem insatisfeitos com a administração feita pelo Czar Nicolau II. Diante disso, a região sofreu com uma guerra civil entre o próprio povo e a realeza, e até a estabilização política o caos estava concretizado, com um grande número de mortes. Assim, o estado brasileiro e sua instável sociedade caminham para o infeliz rumo que os russos tomaram, pois a maioria das pessoas que vivem no território verde e amarelo, enfrentam discordâncias que não são saudáveis para a manutenção da democracia do Estado.
Destarte, o patriotismo em questão no Brasil, encontrará estabilidade quando os Centros Educacionais e a Mídia do país trabalharem em projetos, aulas e debates. Isso deve ser feito por meio do esforço intenso das autoridades competentes para informar, de maneira veloz e incidente, à população dos riscos que a instabilidade política pode causar, além de ser explicado por meio de comerciais e outros portais, o que já ocorreu em outros países. Para que assim, o povo brasileiro se veja livre das amarras que os separa, e que a nação perceba que o progresso só será atingido quando todo conflitos internos deixarem de existir.