O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 14/08/2020
“Ama, com fé e orgulho, a pátria em que nasceste”. Esse verso escrito por Olavo Bilac traz à tona um sentimento imprescindível para a coesão de uma nação: o patriotismo. Por conseguinte, devido a essa importância, torna-se necessário apontar como a autossubmissão e o trauma político ameaçam o desenvolvimento desse importante sentimento no país.
Primeiramente, o sociólogo Nelson Rodrigues afirma que no Brasil sofre com um “complexo de vira-lata”, uma vez que ama o que é de fora e negligencia o que é de dentro. Logo, esse mal que aflige o brasileiro o impede de enxergar a nobreza cultural e de recursos do próprio país, fato que impossibilita a identificação daquele com esse. Dessa maneira, o “vira-latismo” cria uma autossubmissão no brasileiro, a qual ameaça a criação e perpetuação do patriotismo no país.
Além disso, o sociólogo Pierre Bourdieu teoriza o “habitus” como internalizações do exterior e exteriorizações do interior. Em conformidade com essa teoria, durante a época do regime militar, o exterior associava símbolos nacionais a atitudes repressivas, o qual foi internalizado na forma de um “habitus” que os confunde com extremismo. Assim, criou-se um trauma político na sociedade o qual impede o brasileiro de se identificar com os pendões nacionais, o que, por consequência, prejudica o desenvolvimento do patriotismo e o ameaça no país.
Portanto, é evidente que o patriotismo é uma questão ameaçada no Brasil. Então, as instituições de ensino devem destacar as riquezas nacionais aos jovens brasileiros, por meio das disciplinas de geografia e sociologia, a fim de evitar a prática de autoinferiorização na nação. Ademais, o Ministério da Cidadania deve trazer novas perspectivas aos pendões nacionais, a partir de propagandas as quais os desvinculem de práticas repressivas, visando superar o trauma político que sufoca o patriotismo no país. Sendo assim, o patriotismo deixará de ser um sentimento ameaçado no Brasil.