O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Desde o processo de Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, pouco valor foi dado à cultura: a identidade de seu povo foi moldada com valores europeus, gerando fortes críticas e sentimentos antinacionalistas que se estendem até os dias de hoje. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa problemática.

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche propõe que a existência de valores morais elitistas acarretam na estagnação de uma sociedade unida, funcionando como instrumentos de dominação de um povo. De forma similar, percebe-se tais valores nos romances brasileiros do século XIX, que frequentemente adequavam índios sul-americanos aos valores burgueses, impedindo a criação de uma identidade social verdadeiramente do país.

Na contemporaneidade, pode-se citar os Estados Unidos como exemplo do cultivo do sentimento patriótico entre seus cidadãos. O financiamento estatal em atividades culturais, artísticas e esportivas foi fundamental para o espírito de união de seus habitantes. A França, por sua vez, mantém dezenas de museus e obras advindas de seu povo, que compreende desde a cultuação de obras como Os Miseráveis à movimentações políticas, como se fez na revolução francesa e atualmente nos protestos dos “coletes amarelos”, grandes exemplos de união social frente à desigualdade.

Infere-se, portanto, que a atuação do governo brasileiro deve ser ampla e descentralizada, financiando atividades em todos os espectros culturais do país. O suporte a artistas e o financiamento de museus são fundamentais na criação da identidade de um povo. Dessa forma, o Brasil poderia superar o antinacionalismo e instaurar o espírito patriótico em seu território.