O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 10/01/2020

Em 1831, o hino nacional brasileiro trouxe o trecho: “ó pátria amada”, remetendo a imagem de um ufanismo patriota que havia na época. Entretanto, atualmente, o patriotismo passou a ser esquecido, comprometendo o indivíduo no exercício de sua cidadania. Assim, cabe analisar os principais motivos que atenuaram esse problema, que são a polarização ideológica e a sensação de desamparo do Estado encarada pela classe economicamente desfavorecida.

Primeiramente, vale ressaltar que desde o império, a política brasileira é dividida em dois grandes grupos, enquanto um luta em defesa da elite econômica, o outro luta pela classe trabalhadora. Dessa forma, vê-se que o desgaste causado por esse atrito desvia o senso de identificação com a pátria, no qual é substituído pelo pertencimento a um grupo menor. Com isso, tem-se o esquecimento da preocupação com o progresso do País.

Outrossim, a desigualdade econômica trouxe o desprezo com uma parte da população que até hoje sofre com a falta de educação, saneamento básico, segurança e lazer. Diante disso, nutre-se o sentimento de abandono pelo Estado, levando o indivíduo a lembrar das palavras de Samuel Johnson: “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Ora, como lembrar do patriotismo quando se há fome no País?

Portanto, o patriotismo em questão no Brasil merece uma profunda reflexão para se reverter essa situação. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação promova ações na Educação Básica que preguem o civismo e orientem às crianças sobre o exercício da cidadania. Além disso, as Prefeituras, em parceria com o Governo Estadual, devem investir na infraestrutura das comunidades mais carentes a fim de promover uma moradia digna, que também conte com áreas de lazer no bairro. Destarte, o brasileiro passará a ter orgulho de pertencer a sua pátria.