O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Em 1954, Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, promoveu uma série de ações nacionalistas que colocava as riquezas do país mais próximas das mãos do povo e diante de uma grande pressão das elites se suicidou. Nesse sentido, é possível perceber que o sentimento de patriotismo não está enraizado na sociedade - como mostra a história - uma vez que os detentores do poder colocam as riquezas da nação sob o controle do imperialismo, retirando da população o sentimento de pertencimento com este espaço.
O modelo econômico brasileiro, em primeiro plano, coloca nas mãos de estrangeiros a riqueza nacional. Advindo da Guerra Fria, o imperialismo dos Estados Unidos, coloca nações menos desenvolvidas como produtoras de matéria prima, além disso, explora todos os recursos como forma de obtenção de lucro e domínio sob outros povos. Nesse viés, Marta Harnecker, escritora chilena, descreve o imperialismo como um modelo cruel que retira do seio do povo a soberania, a dignidade e o viver. Posto isso, é necessário vencer esse modelo para alcançar o pertencimento com o lugar onde vivem.
Ademais, a sociedade, que tem suas riquezas saqueadas, vive em constante estado de pobreza e descaso do governo. Nesse contexto, segundo Ulisses Guimarães, no qual foi presidente da Assembleia Nacional Constituinte do Brasil, os miseráveis são aqueles que diante das mazelas sociais não querem acabar com a miséria do seu povo. Assim, é contraditório acreditar que haja um sentimento de pertencimento a uma nação que prega a fome e a venda de seus recursos ao capital internacional.
Infere-se, portanto, que o imperialismo é um agente ativo no processo de retirada do sentimento de patriotismo, com constantes saques aos recursos dos territórios. Mediante isso, cabe ao Congresso Nacional, a elaboração de leis que restrinjam a retirada e o uso das riquezas naturais brasileiras, especificando que mais de 60% do lucro obtido deve retornar aos cofres brasileiros ou em forma de investimentos no país, com a intenção de acabar com a exploração nesse lugar. Desse modo, será possível aos brasileiros a construção do patriotismo em uma nação soberana e livre da miséria, sendo o povo protagonista da sua história e escolhendo um caminho diferente do optado por Getúlio Vargas.