O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Antes da chegada da corte real portuguesa ao Brasil, muitas tentativas de fragmentação territorial foram executadas, haja vista a falta de identidade que cada Estado a época possuía com relação ao país. Por essa razão, percebe-se o longo período histórico perpassado até a construção de uma ideia de patriotismo, que teve seu ápice na independência brasileira. Entretanto, no século XXI, é perceptível que grande parte dos cidadãos não tratam o próprio país com orgulho mas , por outro lado, há uma parcela que excede a exaltação a nação. Dessa forma, cabe discutir a problemática da falta e do excesso de patriotismo.

A priori, é evidente que a falta de amor e pertencimento ao país de origem gera uma fragilização.

O dramaturgo Nelson Rodrigues, descreveu - na década de 1950 - um fenômeno denominado de complexo de vira-lata, que se baseia na baixa autoestima que a sociedade brasileira possui diante das grandes potências globais. Ademais, essa sensação de impotência pode manter correlação com a ausência de patriotismo, visto que muitas pessoas encontram-se desiludidas no campo político, social e econômico. Por conseguinte, muitas famílias decidem viver em países de primeiro mundo, dado constatado pela Receita Federal, que afirma o crescimento de mais 100% , desde 2014, de pessoas que foram morar no exterior.

Outrossim , é fulcral servir ao Brasil de maneira íntegra e equilibrada. Aristóteles, filósofo grego, disserta sobre a justa medida, essa ideia se baseia na fuga dos extremos, seja a ausência ou o excesso. Isso possui relação direta com o patriotismo, visto que esse sentimento de forma exacerbada recebe o nome de ufanismo, que , por sua vez, está atrelado a Governos fascistas como de Hitler e Mussolini. Essa característica, porém, carrega um sentimento fortemente xenófobo, como no caso do refugiado sírio que foi agredido enquanto vendia comida no bairro de Copacabana , no Rio de Janeiro. Por consequência disso, vale ressaltar que patriotismo não deve tomar o rumo egocêntrico.

Urge, portanto, a necessidade de elevar a confiança do tecido nacional brasileiro sobre seu próprio país. Para isso, cabe ao Governo Federal, em consonância com as emissoras de televisão brasileira organizar campanhas - de cunho referencial - por meio de esquetes, debates e minisséries que retratem a grandeza territorial, histórica e cultural do país a fim de elevar a autoestima do cidadão. Além disso, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade curricular a matéria de ética e cidadania, nos ensinos fundamental e médio, com o fito de promover o respeito a diversidade , assim, combater quaisquer tipos de preconceitos. Assim, o lema ordem e progresso poderá ser , também, a realidade dos brasileiros.