O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 22/10/2019
“Terra adorada, entre outras mil és tu, Brasil, ó pátria amada”. Este trecho do hino nacional, escrito pelo poeta brasileiro Joaquim Osório, demonstra explicitamente um forte sentimento de pertencimento e amor ao Brasil. Entretanto, esse sentimento não é tão visto na sociedade, haja vista que a corrupção e o desmatamento, por exemplo, são frequentes na realidade do país, mostrando que a população não se importa com sua própria nação. Dessa forma, deve-se analisar como o individualismo e a passividade governamental intensificam a problemática em questão.
A priori, observa-se que, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o motor fundamental do ser humano é o egoísmo. Analogamente, tal pensamento pode ser atrelado ao estado de inércia que a sociedade se encontra mediante ao desenvolvimento social e sua própria nação, buscando seus próprios interesses em oposição ao coletivo. Consequentemente, tal fato torna o nacionalismo um sentimento em extinção.
Ademais, nota-se que a passividade governamental também é responsável por essa problemática. Isso ocorre porque a sociedade não exerce efetivamente seus direitos sociais, como, por exemplo, educação e saúde, mesmo que estes sejam garantidos pela Constituição Federal de 1988, fazendo com que os cidadãos percam suas esperanças e tenham aversão à própria pátria, o que torna o sentimento patriota cada vez menos presente. Nesse contexto, é evidenciado uma relação às obras do filósofo grego Aristóteles, que afirmam que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.
Torna-se evidente que o individualismo e a passividade governamental devem ser combatidos para que tal problemática seja erradicada. Portanto, o Ministério da Educação deverá, por meio de uma mudança na base nacional comum curricular, implementar os estudos dos símbolos nacionais como matéria obrigatória nos ensinos fundamental e médio, a fim de que o patriotismo volte a ser exaltado a todos os cidadãos brasileiros. Desse modo, o brado retumbante de um povo heroico poderá ecoar novamente às margens plácidas do Ipiranga.