O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental e da democracia, instituiu-se debates na Ágora, à vista de melhorias na pólis. Nesse contexto, os cidadãos gozavam do pertencimento a tal sociedade. Contudo, atualmente no Brasil, o patriotismo encontra-se ausente derivado da anomia presente na cidadania e na herança política do país.

Sob esse viés, o sociólogo Émile Durkheim, afirma que a ineficácia de órgãos estatais e federais compromete o funcionamento ideal da nação, a qual torna-se “anômica”. Dessa maneira, a negligência efetiva do governo perante à educação, a exemplo as verbas escassas, corrobora para a marginalização, uma vez que os jovens não possuem acesso à aprendizagem básica. Assim, tal soberania prioriza maiores aplicações em setores lucrativos e desdenha da condição de sua população.

Consequentemente, os cidadãos não identificam-se a tais autoridades que os desprezam. Desse modo, o avanço da industrialização precoce causa conurbação urbana desprovida de cidadania, como à assistência social e infraestrutura básica, o que extingue o ideal democrático, baseado na qualidade de vida dos ocupantes do país.

Portanto, diante da emblemática exposta, nota-se o déficit civilizatório na sociedade brasileira “pós-moderna”. Assim, a ausência do civismo e patriotismo relaciona-se diretamente com as falhas na cidadania. Logo, é necessário que o Governo proporcione reparos que assegurem qualidade de vida, por meio da ampliação de investimentos no âmbito social, como  a educação. Além disso, inserir valores morais desde a aprendizagem primária para formar um cidadão coerente e patriota.