O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
Enviada em 26/03/2020
O termo startup surgiu no final da década de 1990 e se refere às empresas emergentes que concebem modelos de negócio inovadores e escaláveis em cenários incertos. Apesar de essas empresas estarem mais presentes nos meios virtuais, pela facilidade de propagação e manutenção, algumas começaram a tomar outros rumos, migrando para o contexto físico da mobilidade urbana, por exemplo. Qual o papel da startups nesse quesito e como elas podem contribuir para a evolução das cidades brasileiras?
Antes de tudo, deve-se analisar a mobilidade urbana brasileira de hoje. Só no estado de São Paulo, foram registrados mais de 300 acidentes envolvendo patinentes e afins nos primeiros 5 meses de 2019. Também deve-se levar em conta o trânsito e suas consequências. Portanto, há duas grandes problemáticas presentes nesse cenário: a alta taxa de acidentes e a poluição causada pelo tráfego automotivo em massa.
Sabendo disso, a Grow, que é a maior startup atuante no Brasil nesse contexto de mobilidade, ingressou no mercado com a proposta de patinetes elétricos. Nesse modelo, o cliente encontraria um patinente na rua através de um aplicativo, pagaria uma taxa para desbloquear o acesso e um acréscimo pelo tempo utilizado. Essa alternativa vem crescendo nos últimos tempos e além de minimizar o problema da poluição, ela ainda aumenta a segurança dos usuários, pois os patinetes são constantemente aprimorados pela empresa para proporcionarem uma experiência cada vez mais agradável.
Tendo em vista os fatos mencionados, o Estado brasileiro deve agir, através das prefeituras de cada cidade, incentivando a difusão desse serviço pelo país, contratando essas startups e divulgando-as como uma opção mais sustentável e segura, por meio de propagandas comercias televisivas e online. Desta forma, empresas como a Grow ganhariam visibilidade nacional e teriam mais estrutura para fornecer meios de locomoção cada vez melhores à população.