O papel da mulher no futebol

Enviada em 03/02/2021

Primordialmente, vale ressaltar que a maioria das mulheres são consideradas incapazes de realizar funções equivalentes às dos homens mesmo possuindo conhecimento e capacidade iguais. É evidente que o trabalho da mulher é desvalorizado, simplesmente, por causa de seu gênero. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as mulheres ganham, em média, 20,5% a menos que os homens. Em vista disso, fica explícito a desigualdade de gênero e a indiferença em relação ao trabaho feminino, que é um problema a ser resolvido. No futebol, ocorre bastante o machismo e o preconceito, posto que, as mulheres desempenham a mesma atribuição que os homens. Portanto, o papel da mulher na sociedade deve ser reconhecido e valorizado.

De fato, a diferença salarial entre os gêneros feminino e masculino é gritante, tanto no futebol, quanto em outros cargos. De acordo com a revista francesa France Football, Ada Hegerberg, eleita em 2019 como a melhor jogadora do mundo, recebe 325 vezes a menos que Lionel Messi, que carrega o mesmo título. Também é o caso da grande jogadora brasileira Marta que foi eleita seis vezes a melhor futebolista do mundo e mesmo assim ganha menos de 1% do rendimento do atacante Neymar Júnior, de acordo com a revista O Globo. Em suma, está nítido a desvalorização que as mulheres sofrem.

Ademais, destaca-se a cultura intolerante e preconceituosa presente na sociedade brasileira, visto que ainda existe um conceito de que o futebol é algo exclusivamente masculino. Nessa perspectiva, a ideia da feminista Malala Yousafzai, durante seu discurso para a Organização das Nações Unidas (ONU), “A liberdade é o poder das mulheres”, provoca o empoderamento feminino, sendo esse, importante no esporte.

Enfim, é necessário aumentar a visibilidade das mulheres no futebol. Para que isso ocorra, é essencial que as escolas promovam atividades esportivas que integrem ambos os sexos, a fim de desconstruir a ideia de que o esporte é somente para homens. Cabe ao Estado, por meio de regulamentação, garantir o mesmo piso salarial entre jogadores, independente do gênero e, até mesmo, investir mais nas atletas conferindo-lhes a oportunidade de seguir carreira esportiva. Por consequência, a mídia e o grande público irá se engajar perante o futebol feminino.