O papel da mulher no futebol
Enviada em 28/12/2020
A desigualdade entre gêneros é um problema histórico ainda muito evidente no mundo contemporâneo. Sendo o esporte uma das atividades sociais que refletem os padrões de comportamento e os valores de uma sociedade, é notável que essa diferença está refletida nesse plano, como fruto do machismo. Por isso, mesmo que a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, fica claro que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.
Em uma primeira análise, é preciso ressaltar a forte carga cultural e histórica relacionada a esse comportamento. O afastamento feminino da prática esportiva é dado sob inúmeros discursos. Dentre eles, ressalta-se, como na Grécia Antiga, o fato de a mulher ser considerada “sexo frágil”, enquanto o esporte seria para os fortes. Além disso, desde a infância, a menina é criada para realizar as atividades domésticas e, futuramente, cuidar dos filhos.
Da mesma forma, é fundamental destacar a falta de patrocínio, principalmente por parte do governo. Dentre os principais nomes associados ao esporte, os maiores salários são pagos aos atletas masculinos. É imprescindível, também, apontar o papel negativo que a mídia desempenha nesse cenário de exclusão. É indiscutível a visibilidade que o esporte tem na sociedade contemporânea. Entretanto, quando se trata da participação feminina, essa visibilidade é muito desproporcional.
Fica claro, portanto, que a marginalização da mulher nas práticas esportivas é um aspecto machista enraizado historicamente. A fim de se obter avanços nesse cenário, a escola deve promover, desde cedo, atividades que integrem ambos os sexos, a fim de desconstruir a ideia de que o esporte é só para homens. O governo, por sua vez, deve investir mais nas atletas, conferindo-lhes a possibilidade de seguir a carreira esportiva. É papel da mídia, por fim, veicular mais informações sobre o esporte vinculado à mulher e valorizar as conquistas alcançadas por elas.