O papel da mulher no futebol

Enviada em 24/11/2020

Valorização e reconhecimento

Sendo o Brasil, o país do futebol, espera-se que na modernidade, as desigualdades de gênero fossem superadas. Entretanto, seja por um histórico patriarcal conservador que culturalmente ainda vê a mulher individuo do lar, a mulher no futebol ainda sofre preconceito e desvalorização. Seja pela falta de investimentos e patrocínio, seja pela falta de reconhecimento nacional e valorização nacional. Isto posto, revela a necessidade pulsante de reconhecer e valorizar o papel da mulher no futebol, por meio de políticas que atraem investidores, além de ações que promovam o reconhecimento, identificação e valorização destas atletas pelo seu próprio país.

Nesta linha de raciocínio, a série documental da Sport tv, durante a ultima copa feminina de futebol, apresentou aspectos da diferenciação dada ao futebol feminino com relação ao masculino. Sendo,  que na temporada feminina, houve um investimento  de cerca de 20%  em propagando, contra 60% da masculina. Quanto aos salários, existe uma diferencia de quase 70%, além de que as atletas mulheres trabalham cerca de 12 anos a mais do que para os homens. Nesse sentido, o comentarista esportista Paraense Carlos Ferreira, pontua que, as diferenças de tratamento entre o futebol de homens e mulheres, se dá principalmente, pelo desconhecimento nacional, gerado pelo preconceito e os modelos conservadores velados.

Mediante ao que foi apontado, para que o papel da mulher no futebol feminino seja reconhecido e valorizado, é mister que primeiro o Ministério do Esporte, estabeleça um plano de divulgação do esporte feminino, utilizando mídias digitais, programas de horário nobre e redes sociais de modo o tornar conhecido para sociedade. Além de divulgar o esporte e quebrar barreiras do preconceito de gênero,  a divulgação atrairá investidores que possibilitaram a diminuição na discrepância salarial independente do gênero. Assim, com medidas exequíveis, em médio a longo prazo, o papel da mulher no futebol, será cada vez mais reconhecido e igualitariamente valorizado.