O papel da mulher no futebol

Enviada em 12/11/2020

No limiar da Antiguidade Clássica, no decorrer dos  Jogos Olímpicos  na Grécia, a  mulher era totalmente  proibida de participar dos esportes, sendo também  barrada até mesmo ao tentar  assistir os  campeonatos. Não obstante, fora desse contexto histórico,  tais resquícios dessa hostilidade medieva  ainda se encontram recorrentes na  atual realidade brasileira,  uma vez  que inúmeras controvérsias  ainda estão  vigentes no tocante ao egresso da mulher no esporte, sobretudo, o futebol. Isso, devido às raízes históricas carregadas de preconceito e intolerância, tanto quanto,  a falta de visibilidade do entretenimento feminino. Logo, urge a necessidade de mudar essa configuração holística.

Mormente, é lícito postular que a mulher enfrenta vários obstáculos ao seguir na carreira do futebol, de forma a  reafirmar  a ideia do Iluminista  Rousseau ao elucidar que o ser humano nasce livre, mas em toda parte  encontra-se acorrentado. Nesse ínterim, as amarras citadas pelo pensador  estão associadas aos impasses que a figura feminina vêm sofrendo ao longo de suas carreiras como jogadoras. Dessa forma, a intolerância e preconceito estão  vinculados, principalmente,  à  cultura machista da sociedade, haja vista o ideário de que a mulher é incapaz, bem como a falta de incentivo ao futebol feminino nas comunidades, já que a maioria das instituições esportivas estimulam substancialmente o esporte masculino, deixando em segundo plano a figura feminina . Diante disso, é preciso a criação de medidas para estimular e engajar as mulheres nesse esporte.

Outrossim, a desvalorização do futebol feminino devido a falta de visibilidade impossibilita o crescimento dessa modalidade esportiva. Tal problema, é notado, especialmente, quando se compara os valores salariais entre as jogadores de ambos os sexos, segundo o site “congresso em foco”,  a jogadora Marta recebe quase 75 vezes menos, por gol, que o jogador Neymar. Dessa forma, infere-se a discrepância entre os salários, o que gera como reflexo desmotivação e desprezo por parte do  esporte feminino. Ademais, conforme a revista Politize, a Copa Mundial Masculina é financiada pelo valor de 400 milhões de dólares, enquanto o campeonato feminino recebe apenas 30 milhões, o que reafirma a falta de interesse do publico para com os jogos, contribuindo para uma sociedade ainda mais desigual.

Em suma, faz-se imprescindível empenhar medidas para  atenuar os óbices que impossibilitam a valorização  do futebol feminino. Para tanto, concerne ao Estado como  órgão garantidor  do Bem-estar social, promover  o empoderamento dessas jogadores, garantindo-as visibilidade. Dito isso, tal ação será efetiva por intermédio da criação de centros de treinamento para mulheres, tanto quanto,  usar a propaganda, através de panfletagem para estimular o público feminino a participar desses espaços.  Com isso, será possível uma sociedade mais equânime, diferente do contexto clássico na Grécia Antiga.