O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/11/2020
Segundo a lei da inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao preconceito sofrido por mulheres no ambiente espoertivo, que segue sem uma intervenção que o resolva. Esse cenário é fruto tanto da negligência estatal,quanto do machismo estrutural. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a discrminização perante as mulheres que praticam esporte no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que tange à democratização do esporte no país, e coíbam o preconceito sofrido por essa classe. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar de toda a população, entrentanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atenção das autoridades, o futebol no país em nível profissional só é valorizado o masculino. Desse modo, faz-se essencial a reformulação dessa postura diligente estatal, que por vícios históricos favorecem apenas um lado.
Ademais é imperativo ressaltar o machismo como promotor do problema. De acordo com o IBGE, as mulheres ganham 72% do salário de um homem que ocupa o mesmo cargo e possui a mesma escolaridade. Partindo desse pressuposto, observa-se que o preconceito não atua somente no ambiente esportivo, mas também, em várias outras áreas da sociedade. Porém, no Futebol as diferenças são mais discrepantes, a exemplo, os 2 maiores nomes do esporte brasileiro , Marta e Neymar, ambos jogadores da seleção brasileira, mas vivem realidades antagônicas, visto que o salário da Marta equivale 1 centezimo do salário do Neymar. Dessa forma, fica evidente o machismo que ocasiona toda essa disfunção social.
Portando, a fim de garantir à democratização do esporte ao gênero feminino. Cabe ao Estado, por meio do Ministério do Esporte incentivar financeiramente as prefeituras a criarem seu próprio time de futebol de meninas, assim criando campeonatos regionais e democratizando o esporte no Brasil. Dessa forma, incentivando as mulheres à praticarem esporte e fugir do sedentarismo, além de quebrar paradigmas e mostrar para as pessoas que o futebol pode ser praticado por mulheres também.