O papel da mulher no futebol

Enviada em 23/10/2020

Na Era Vargas as mulheres foram proibidas por decreto de praticarem diversos esportes. No entanto, a desigualdade de gênero nas interpretações sexistas sobre o papel da mulher no futebol é reflexo do machismo insistente, social e histórico. Além disso, a coisificação sobre o corpo feminino é um problema mundial que deprecia factualmente a posição delas dentro e fora de campo.

Nessa problematização arcaica, percebe-se a falta cometida pelas organizações esportivas ao desvalorizarem de forma comportamental e persistente os campeonatos femininos. Por exemplo, a recepção e alojamento, como hospedagem, durante um evento esportivo feminino na França em 2019, possuia níveis bem inferiores quando comparados aos oferecidos durante competições masculinas. Ou seja, é notoriamente inaceitável que as jogadoras sejam diminuidas por seu gênero em um espaço que deveria ser exemplo de progresso e conquista.

Aliás, essa distorção de valores não se restringe aos gramados, prova disso é a objetificação clara e preconceituosa publicada no jornal El País. Isto é, telespectadores e colecionadores de figurinhas dessas profissionais questionaram a pouca nudez e sexualização das imagens a serem comercializadas e coladas nas revistas. Logo, é inquestionável que o papel da mulher no futebol mundial infelizmente ainda está atrelado à ignorância coletiva que marca gol na trave do retrocesso.

Portanto, faz-se necessário que instituições esportivas, como a Federação Internacional de Futebol, e grupos empresariais, que já financiam esportistas, invistam nos clubes femininos, como igualmente fazem com clubes masculinos, igualando tanto o tratamento quando o salário oferecido às jogadoras de forma que ressaltem o papel merecido. Nesse cenário, é preciso a participação máxima dos meios de comunicação, como transmissão em TV aberta, horários nobres e deviva exposição dos futuros eventos. Dessa maneira, é possível iniciar uma mitigação da depreciação do papel da mulher no futebol.