O papel da mulher no futebol
Enviada em 30/09/2020
No filme “ela é o cara”, é retratado a história da personagem Viola que para de jogar futebol tem que se passar por seu irmão e assim ser reconhecida por sua performance. Paralelo a ficção, é notório o mesmo preconceito arraigado na sociedade. Isso é extremamente pernicioso, pois assim como no filme as mulheres são desvalorizadas por ser dado como do sexo masculino, assim, surge o preconceito que limita suas escolhas.
Cabe ressaltar, princípio, como afeta diretamente a sociedade civil por limitar as escolhas pessoais conforme padrões pré-definidos. Isso ocorre em virtude de um consciente coletivo que deprecia a problemática e por isso não tem a mesma credibilidade que os homens. Para se ter uma ideia, segundo dados do Uol Esporte, o Campeonato Brasileiro da categoria feminina de 2018 pagou às jogadoras R$ 120 mil, enquanto que o masculino, R$ 18 milhões, ou seja, 143 vezes mais.
Vale pontuar, também, como o consciente coletivo influência diretamente a autonomia do indivíduo. Nessa mesma perspectiva, o filosofo existencialista Jean Paul Sartre, discorre sobre a liberdade que, para ele, o homem é condenado a ser livre e isso implica na responsabilização dos próprios atos. Assim, o corpo social é o responsável por transmitir esse preconceito com as mulheres. Na prática, isso se dá desde cedo nas escolas, nas aulas de educação física, que é apresentado aos jovens os esportes conforme seu sexo. Dessa maneira, mesmo que inconscientemente o preconceito repercute no social de modo restritivo.
É evidente, portanto, que deve-se combater a discriminação das mulheres no futebol. Logo, o Ministério da Educação deve substituir, por meio das escolas -órgão responsável por instituir e educar o corpo social-, os esportes para de fato todos os alunos independente do sexo. Além disso, cabe a mídia , através de propagandas, evidenciar esse preconceito e conscientizar a população como um todo. A soma dessas medidas tem como intuito estimular a todos a seguir suas vontades conforme as aptidões pessoais sem julgamentos.