O papel da mulher no futebol
Enviada em 18/09/2020
Ao analisar o atual cenário de desigualdade de gênero no Brasil, é perceptível sua presença em diversos campos. As dificuldades para garantir a inclusão da mulher no esporte é apenas mais uma área onde o machismo persiste e possui raízes históricas. Assim, a correção dessa problemática envolve toda a sociedade na preservação dos direitos garantidos pela Constituição Brasileira.
É fundamental pontuar, de início, que desde o nascimento há uma distinção na educação direcionada às mulheres. A criação desigual, fruto do machismo, já prepara as meninas para as atividades domésticas e para o futuro cuidado com os filhos. Já aos meninos é ensinado que ele precisa exercer atividades que demonstrem sua força e poder. Essa distinção educacional pode ser observada desde a Grécia Antiga, em que as mulheres não eram consideradas cidadãs e aos homens cabia toda a demonstração de força, por meio dos esportes. Dessa forma, ainda hoje é um tabu pouco discutido as mulheres exercerem atividades histórica e culturalmente “para homens”.
Ainda é válido ressaltar que o ambiente com grande poder para alterar a realidade desigual no esporte é a escola. No entanto, o estímulo dado às possíveis atletas ainda é pequeno, quando comparado ao apoio e torcida dados aos meninos. Tal fato também é notório nos investimentos governamentais, que é muito menor para as confederações femininas. Além disso, o espaço fornecido pela mídia para os jogos e eventos femininos chega a ser irrisório em vários canais esportivos de televisão. Exemplo disso foi a Copa Mundial de Futebol Feminino que aconteceu em 2015, no Canadá, pouco divulgada nos meios de comunicação e desconhecida por grande parte da população.
Torna-se evidente, portanto, que, para a inclusão da mulher no esporte ser efetiva, é necessário o rompimento de barreiras sociais. É dever do Ministério dos Esportes aumentar os investimentos na área feminina e criar campanhas publicitárias para acabar com o tabu. Ademais, cabe às emissoras de televisão veicular mais informações sobre a mulher no esporte e valorizar as conquistas alcançadas por elas. Por fim, cabe às escolas discutir o assunto com os alunos por meio de palestras e oficinas e estimular, valorizar e apoiar a prática de esporte pelas meninas. Somente assim será possível respeitar a Constituição Brasileira e esquecer o passado de injustiças.