O papel da mulher no futebol

Enviada em 20/09/2020

Atualmente, o machismo continua sendo um dos grandes problemas sociais da sociedade como um todo, evidente muitas vezes nas carreiras profissionais das pessoas, uma vez que, segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), publicada em março de 2010, as mulheres ganham 72,3% do salário de um homem que ocupa o mesmo cargo e possui a mesma escolaridade ou menos. Essa realidade não é apenas identificada em ocupações empresariais, independentemente de opiniões, o machismo é real no futebol também.

Sobretudo, é necessário ressaltar que, conforme a Copa Mundial Masculina é financiada pelo valor de 400 milhões de dólares, o campeonato feminino recebe apenas 30 milhões. Em consequência, não apenas o salário entre jogadores do sexo oposto é desigual, como também o interesse do público.

A desigualdade entre gêneros é uma problemática histórica ainda muito evidente no mundo moderno. Sendo o esporte uma das práticas sociais que refletem os padrões de comportamento e os valores de uma sociedade, é evidente que essa diferença está refletida nesse plano, como fruto do machismo. Por isso, mesmo que a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, fica claro que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.

Mediante a isso, é necessário o aumento da visibilidade das mulheres nessa profissão. Dessarte, cabe ao Estado o papel responsável por garantir direitos iguais dentro do setor esportista, por meio de uma regulamentação que vise o mesmo piso salarial entre jogadores, independente do gênero. O Tribunal de Contas da União também deve liberar capital que, por auxílio do Ministério da Cidadania, será elaborado palestras com a presença de jogadoras de futebol, discussões a respeito do papel da mulher no futebol, bem como, em entrevistas com as futebolistas, assegurando a valorização de todos os profissionais da profissão, tendo todos a mesma relevância de suas participações.