O papel da mulher no futebol

Enviada em 25/08/2020

O Clube Brasileiro de Futebol em uma de suas entrevistas para a folha de São Paulo, afirmou que estimularia o clube para a valorização do futebol feminino. Embora a CBF e outros clubes promovam a inclusão feminina no futebol, as atletas estão paralelas ao reconhecimento de suas habilidades e condicionadas ao enfrentamento do preconceito patriarcal.

Em primeiro lugar, pode-se observar o preconceito na estrutura futebolística que são reflexos de governos com ideologias machistas. Como exemplo, pode ser citado a proibição da atuação feminina no governo de Getúlio Vargas, que afirmou com teses científicas que o esporte fazia com que a ordem natural das mulheres fossem modificadas, as tornando inférteis. Consequentemente, esta proibição no Brasil e em outros países como Alemanha e Inglaterra enraizaram a ideologia de mulher incapaz de praticar esportes devido a sua fragilidade fisiológica e falta de conhecimento sobre o esporte.

Outrossim, refere-se ao retardamento do reconhecimento da mulher como atleta, a revista A Gazeta em 1941 classificou a partida feminina de futebol como curiosa e comparada como motivo de piada, pois era visto como uma performace. No entanto, essa falta de reconhecimento da mulher como atleta se estende a atualidade devido a falta de patrocinadores, salários justos, estímulo social e espaço nas mídias. Assim, a falta de investimento se torna uma luta fora do campo que se não revistas pela sociedade pode acarretar no enfraquecimento do esporte feminino gerando danos a gerações futuras.

Em resumo, a valorização do futebol feminino compete a sociedade e aos clubes de futebol. O reconhecimento do esporte deve ser promovido  por meio de maiores apresentações de jogos em tv´s abertas, valorização social  das habilidades independente do gênero e com leis que protejam igualmente o direito de ambos atletas. Assim teremos uma conduta assertiva em relação a igualdade social e preservação do esporte para gerações futuras.