O papel da mulher no futebol

Enviada em 23/08/2020

As Olimpíadas de 2016 que ocorreu no Rio de Janeiro, foi um dos eventos que marcou o futebol feminino brasileiro. Após a eliminação da seleção masculina, o “holofote’’ voltou-se para a seleção feminina que pela primeira vez ganha tamanha visibilidade. Apesar disso, o reconhecimento não perdurou muito tempo e acabou sendo deixado de lado. Dessa maneira, fica evidente a limitação imposta ao papel da mulher no futebol, pela falta de interesse tanto da Mídia quando do telespectador.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o papel da Mídia na propagação do futebol masculino e o “desinteresse” ao feminino. O famoso cliché de que “o futebol feminino não atraí o público” torna-se inválido quando se analisa a importância que lhe é dada, ou seja, quanto menos divulgação menos reconhecimento. Como exemplo, a jogadora Marta considerada 6 vezes como a melhor jogadora do mundo, mas, a mídia tem como destaque o jogador masculino Messi que também é considerado 6 vezes o melhor do mundo. A diferença entre os dois? apenas gênero. Percebe-se assim, a influência que os meios de comunicação tem sobre o indivíduo e a relevância que pode ter para as mulheres em campo.

Outrossim, é a indiferença do telespectador com as mulheres em campo, seja jogadora, árbitra ou bandeirinha. Tal preconceito revela a limitação que é atribuída as mulheres quando colocadas em posição de destaque em um “esporte masculino”, sofrendo em muitos casos assédio e ofensas. Como exemplo; a fala do comentarista Andy Gray, ao se referir a falta de entendimento de uma bandeirinha, por ela ser mulher, revela que o machismo ainda está enraizado no futebol. Outro exemplo, é a fragilidade imposta sobra as mulheres como forma de diminuir sua capacidade de praticar futebol; desmentida por médicos, que afirmar que elas têm capacidades iguais aos do homem.

Em suma, é preciso, portanto, medidas de apoio à visibilidade do papel da mulher em campo. Posto isso, Mídias Digitais e Televisivas, devem, por meio de campanhas publicitárias fornecer apoio e incentivo a mulher, a fim de promover a igualdade de gênero em campo. Por sua vez, devem também, propiciar a transmissão de jogos femininos de modo a atrair o telespectador e difundir no seu cotidiano. Assim, o apoio as mulheres que ocorreu nas Olimpíadas de 2016, venha ser perpetuar no dia a dia.