O papel da mulher no futebol
Enviada em 11/08/2020
O Sonho Bateu na Trave
“Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? ” Canção de imenso sucesso da banda Skank. Todavia, o papel da mulher no futebol é pouco relevante para a contemporaneidade cuja causa relaciona-se com uma herança sociocultural preconceituosa que desvaloriza o papel feminino em relação ao esporte, como também infraestrutura desqualificada e remuneração inconsistente.
Nesse contexto, é valido pontuar a perpetuação de uma cultura ignorante que promove o futebol como um esporte totalmente masculino. Muitas mulheres acabam “impedidas” de seguir uma carreira no futebol mesmo quando o seu potencial atlético é até maior do que o de um homem devido a uma educação asca. Consoante a Albert Einstein “É mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo” é necessário que se quebre esse paradigma tanto sociocultural mente como de forma familiar de modo a dar o mesmo reconhecimento e apoio para as mulheres.
Da mesma forma, se faz imprescindível que haja condições adequadas e remuneração justa para que haja tal reconhecimento. Além da infraestrutura frágil, tendo em vista que a maioria dos clubes femininos não são profissionais, os direitos básicos são esquecidos. De acordo com dados do Ministério da Economia e Secretária da Previdência e Trabalho somente 10% das jogadoras tem carteira assinada, sem o registro a jogadora não tem acesso aos direitos trabalhistas. Em clubes grandes a folha salarial do futebol masculino ultrapassa os 10 milhões, enquanto que no futebol feminino esse valor é cem vezes menor. Estima-se que que os homens ganhem 118% a mais do que as mulheres. Indubitavelmente a constituição de 1988 foi jogada para escanteio. É fundamental que providências sejam tomadas para mudar esse panorama.
Desse modo, visando que se interrompa essa cultura social machista. Cabe a mídia nacional valorizar o futebol feminino adquirindo o direito de transmissões para campeonatos nacionais e internacionais, e incentivar a presença em estádios para prestigiar jogos. Ainda, o Conselho Nacional do Esporte (CNE), deve estabelecer uma lei de obrigatoriedade de times femininos, com infraestrutura digna e equivalente para clubes com times masculinos profissionais que desejam disputar campeonatos nacionais. Como também junto ao governo federal assegurar todos os benefícios e manutenção de um salário base igualitário entre homens e mulheres com uma avaliação periódica para os clubes. Dessa forma o impedimento de realizações profissionais e pessoais femininas não só no futebol como em outras áreas, será de fato, apenas no campo.