O papel da mulher no futebol

Enviada em 05/08/2020

O futebol é um dos principais e mais famosos esportes existentes no mundo, campeonatos como Champions League, Olimpíadas e Copa do Mundo reúnem milhares de espectadores. Entretanto, as disputas da categoria feminina não causa tanta visibilidade, já que a sociedade é muito machista e ainda acredita que a mulher não tem capacidade de entender, participar e se interessas nesse esporte. Nesse viés, não há muito investimento e valorização do futebol feminino, causando desigualdade no esporte, e impedindo que muitas meninas realizem seus sonhos de se tornarem profissionais.

Em primeira instância, é notório que as mulheres sofrem muito preconceito, pois grande parde dos homens acreditam que elas não podem assistir, gostar e entender de futebol, e quando isso acontece, são taxadas de lésbicas como se o interesse dependesse da orientação sexual. Ademais, na maioria das vezes, quando um grupo de pessoas estão conversando sobre esporte, há perguntas como “o que é impedimento?”, “qual o nome dos titulares do time?” ou “quantos títulos tem o clube?” direcionados a pessoas do sexo feminino, na intenção de inferiorizar a capacidade intelectual delas.

Além disso, a diferença de investimentos, visibilidade e salários de jogadores de futebol feminino e masculino é exorbitante. Segundo dados da FIFA, a diferença do prêmio da última Copa do Mundo de ambas as modalidades foi de 29 milhões de reais, o masculino foi quase 10 vezes maior, marcando a maior valorização para com os homens. Outrossim, a maior parte dos clubes brasileiros não possuem times para meninas, impossibilitando que muitas tenham oportunidades de se tornarem profissionais, e os clubes que possuem, não investem em campos, treinador e equipamentos adequados e de qualidade. Em adição, a diferença de salários é muito grande, no caso da jogadora Marta que é uma das mais famosas e possui 6 bolas de ouro - a maior vencedora de ambas as modalidades- e o jogador Neymar que até 2020 não possui nenhuma, é de 36 vezes, segundo o site Congresso em Foco, marcando a desigualdade salarial entre os gêneros.

Urge, portanto, que instituições brasileiras cooperem para mitigar essa problemática. Cabe a Secretaria Especial do Esporte garantir que haja maior investimento e oportunidades para o futebol feminino no Brasil, criando cotas que obriguem os clubes grandes a criarem times para mulheres com os mesmos direitos e possibilidades que os masculinos, a fim de que haja maior participação delas nas competições, as jogadoras possam receber o reconhecimento, visibilidade que merecem, e em consequência o retorno financeiro. Cabe também à mídia garantir que todos possam ter acesso aos jogos, por meio da transmissão nas grandes emissoras, com isso, a sociedade se tornará menos machista e reconhecerá que a mulher tem as mesmas capacidades que os homens.