O papel da mulher no futebol

Enviada em 02/08/2020

Apesar de ser permitido, o acesso as mulheres ao futebol ainda é mal visto Brasil. Isso se dá devido ao caráter patriarcal da sociedade brasileira, no qual, a mulher, até a primeira metade do século xx, era vista apenas como responsável pelas atividades domésticas, como cuidar da casa e dos filhos. Diante disso, é pertinente analisar o papel da mulher no futebol, seja para a eliminação gradual do preconceito vigente, seja para a garantia efetiva dos direitos constitucionais.

A princípio, é valido ressaltar que, em todas as atividades, antes vistas como masculinas, ao ser inserida, a mulher é vítima de preconceito. Nesse sentido, isso se evidencia, pois, segundo dados do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, ao realizarem as mesmas funções, as mulheres recebem 20 % a menos que se exercidas por homens. Desse modo, é notório que o preconceito às mulheres no futebol reflete a forma como toda a sociedade brasileira diferencia atividade destinadas aos homens e ás mulheres. Apesar disso, ao relacionar o passado patriarcal com a sociedade atual, é notório que esse preconceito gradativamente, não apenas no futebol mas em todas as atividades, será eliminado.

Outrossim, convém mencionar que a igualdade entre homens e mulheres é um direito constitucional ainda desrespeitado. Nesse contexto, é notório que a diferenciação por gênero, masculino ou feminino ,não é algo legal. De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo quinto, todos são iguais perante a lei, nesse sentido, a forma negativa na qual as  mulheres são vistas, ao realizarem atividades como o futebol, reflete o preconceito ainda vigente e o desrespeito a Carta Magna. É notório, então que o futebol feminino representa uma forma de resistência a essa forma de ver a mulher.

Fica claro, portanto, o papel crucial que futebol feminino exerce na luta para a  igualdade de gênero. Sendo assim, é imperioso que as instituições escolares -responsáveis por estimular o pensamento crítico da população - devem buscar fortalecer a capacidade de julgamento e posicionamento racional da população. Isso pode ser feito por meio de palestras, aulas e distribuição de materiais didáticos sobre filosofia criticista e sociologia, com o objetivo de evidenciar a igualdade entre os gêneros e a banalidade de tal preconceito. Só assim, o direito constitucional às mulheres será respeitado.