O papel da mulher no futebol

Enviada em 25/07/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos a igualdade  de direitos sem quaisquer distinção. Conquanto, quando se observa a desigualdade de gênero presente no âmbito do futebol e como a mídia contribui pra tal problematização, se evidencia a impossibilidade de mulheres de desfrutar desse direito. Nessa perspectiva, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Primeiramente, o problema da desigualdade no esporte começa a ser cultivado desde a infância, quando meninos já muito novos são inseridos no futebol, enquanto meninas são presenteadas com bonecas e utensílios domésticos. Por consequência o número de homens que gostam e praticam o esporte  é notoriamente maior que o de mulheres, causando um estranhamento e até preconceito à aquela parcela feminina que se interessa pelo mesmo. Nesse contexto há o exemplo publicado no site de noticias uol.com que traz um caso de Darcie , uma garotinha de 13 anos que foi proibida de jogar futebol pelos seus professores que a mandaram escolher um esporte de menina. Sem dúvida, as consequências de tal postura machista gera uma desvalorização do futebol feminino que é um espaço de grande empoderamento em uma sociedade onde as vozes das mulheres são secundarizadas.

Outrossim, destaca-se as imprensas de entretenimento como impulsionador do problema. É inegável, que os canais de televisivos dão muito mais visibilidade para o futebol masculino, principalmente os de “TV aberta” como a Globo e Band, reservando os “horários nobres” para a transmissão dos mesmos, raramente se vendo a presença da modalidade das mulheres. Certamente, o motivo da atenção estar voltada contra elas se da pelo fato da maioria dos torcedores serem homens e preferirem dar visibilidade e terem para si como “ídolos” atletas que também são de seu gênero. Dessa maneira, grandes jogadoras de igual potencial são ofuscadas, como Marta, integrante da seleção brasileira, que segundo o site uol.com foi eleita por seis vezes, sendo cinco consecutivas, a melhor jogadora do mundo, entretanto, a mídia e clubes de futebol “endeusam” Neymar , jogador também da seleção, que ainda nem possui tal título mas recebe um salário 269 vezes maior  do que de Marta de acordo com o site veja.com.

Por fim é indubitável que há entraves para combater a presença da desigualdade de gênero no futebol. Assim sendo, cabe a mídia em geral, dar espaço para o futebol feminino, por meio da maior frequência na transmissão do mesmo em canais abertos, além de implementar campanhas publicitárias que incentivem mulheres a que antes não foram incentivadas a praticarem o esporte, contribuindo para desconstrução do pensamento machista  e a igualdade de gênero.