O papel da mulher no futebol
Enviada em 13/07/2020
Machismo: o maior oponente do futebol feminino
Não é de hoje que a identidade de gênero é usada para classificar pessoas. Isto é observado em expressões populares como “isso não é coisa de mulher” ou “rosa é cor de menina, e azul de menino”. Dentro desse ambiente, é nítido o comportamento machista, que prejudica a conquista feminina por espaço, em cenários como o do esporte. Na série televisiva “Self Made”, por exemplo, é retratada a biografia da primeira mulher americana que se tornou milionária, e que para isso, enfrentou empecilhos expressivos da sociedade machista.
Ademais, a história da inserção da mulher no futebol, também é recheada de obstáculos, visto que já enfrentou fases de proibições, evidenciadas em decretos como o de abril de 1941 (nº3199 art. 54), onde mulheres foram proibidas de praticar esportes que não fossem compatíveis com suas condições biológicas, e em 1956 , em que o CND (Conselho nacional de desporto) especificou que essa proibição incluía o futebol.
Por conseguinte, a luta para adquirir apoio e respeito, vem mudando o cenário e incentivando o investimento no futebol feminino, que atualmente, não só participa de campeonatos nacionais e internacionais, como já fez história com a conquista de medalhas e a premiação da brasileira Marta Vieira da Silva, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA. No entanto, a quebra de paradigmas machistas está longe do fim.
Logo, a evolução da sociedade em âmbito ideológico caminha a passos lentos. Portanto, é indispensável que a CBF (Confederação brasileira de futebol) juntamente com o Ministério do esporte e cidadania, organizem e promovam eventos futebolísticos que conciliem o futebol masculino e feminino, onde atraiam o público que acompanha o futebol masculino, para que se estimule a torcida e visibilidade do futebol feminino e consequentemente aumente o prestígio e seriedade dessa modalidade. Quem sabe assim, outro grande passo que aproxime a igualdade de gêneros seja dado.