O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/07/2020
De acordo com a Declaração Universal do Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos têm o direito à igualdade, esporte e bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação ao papel da mulher no futebol ainda impede que essa parcela da população desfrute de seus direitos na prática devido, não só ao deficit educacional, mas também ao machismo impregnado na sociedade contemporânea.
Em primeiro plano, evidencia-se que a educação é fator determinante no desenvolvimento de um País. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente e igualitário. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na problemática. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), 82% das instituições educacionais brasileiras não possuem times femininos de futebol e tampouco aulas de treinamento esportivo focado em alta performance. Diante do exposto, é inadmissível que, em pleno século XXI, somente 18% das escolas do país apresentem projetos no qual se preocupam com à inclusão da figura feminina em um esporte majoritariamente masculino.
Além da educação, o machismo também é agravante da problemática. Não é de hoje que o machismo se faz presente causando diversos problemas à mulher. Segundo pesquisa do IBGE, as mulheres ganham 72,3% do salário de um homem que ocupa o mesmo cargo e possui a mesma escolaridade ou menos, especialistas acreditam que isso ocorra por conta do machismo. Atualmente, isso também é visível no futebol, aonde Marta seis vezes eleita a melhor do mundo ganha 40 vezes menos que Neymar. Nesse sentido, é notório que medidas devem ser tomadas visando à inclusão/igualdade deste grupo na sociedade contemporânea.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para garantir a solidificação de políticas no qual visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o Governo, em parceria com os Ministérios da Educação e da Cidadania, financie projetos e os desenvolva nas escolas, por meio de profissionais especializados na área esportiva com ênfase no futebol, criando assim times mais competitivos no cenário nacional e proporcional uma maior visibilidade ao esporte feminino. Além disso, cabe ao Governo, articular campanhas, palestras e movimentos, os quais busquem promover e demostrar a importância do papel feminino no futebol, através de propagandas televisivas, entrevistas em jornais e notícias. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela ONU em 1948.