O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 03/08/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, segurança e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a agressividade de alunos no ambiente escolar encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a punição em consonância com os problemas pessoais, são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar o castigo como perpetuador do impasse. Destarte, segundo o filosófo Michel Foucalt em sua obra “Vigiar e Punir”, a punição nunca deve ter o objetivo de excluir o infrator. Sob esse viés, denota-se que muitas escolas acabam por utilizar métodos retrógrados que apenas puni o aluno, como a suspensão que fortalece a segregação e não contribui para a função social.
Ademais, vale salientar a incoformidade particular como impulsionadora da problemática. Por essa perspectiva, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, a agressividade surge quando o indivíduo não consegue lidar com seus conflitos individuais. Sob essa ótica, estudantes, em especial, adolescentes por estarem em uma fase de transição não sabem como lidar com seus sentimentos nem como solucionar seu problemas. Assim, acabam sendo hostis com professores e colegas.
Portanto, com intuito de mitigar a agressividade de alunos nas escolas, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, que, por meio de workshops, nas escolas, ensinaria os professores a melhor forma de educar os alunos e através de rodas de debates, os estudantes compartilharia e ajudaria um ao outro com seus problemas pessoais. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.
Ademais, vale salientar a banalização como perpetuadora do impasse. Por essa perspectiva,