O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 10/07/2021

O ano de 2011 ficou marcado na história do bairro Realengo, no Rio de Janeiro, onde no dia sete de abril, o que era para ser um dia letivo normal na escola Municipal Tasso da Silveira, se tornou uma data de grande martírio, quando um ex-aluno invadiu a escola e matou 12 adolescentes.  Assim, o exposto funesto revela, de forma trágica, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar. À vista disso, é impreterível a discussão sobre a negligência da instituição familiar e também da corporação escolar como causa de tal problemática.

Sob esse viés, a desídia da família, no que tange à educação ofertada e os bons exemplos cedidos, é o fator elementar para a subsistência do problema em questão. Uma vez que, os comportamentos dos filhos, segundo o psicólogo Carlos Alberto Hang, em grande parte dos casos, são reflexos da educação de seus pais. Consoante a isso, a maioria dos discentes que apresentam comportamento violento e nocente estão inseridos em uma entidade familiar provida de infortúnios de variados tipos. Por consequência, de acordo com os estudos da psicologia infantil comportamental, tudo aquilo que é presenciado é também interiorizado e logo reproduzido.

Outrossim, a negligência das escolas favorece a persistência do comportamento leviano dos alunos nesse ambiente. Isso decorre , muitas vezes, da falta de posicionamento da instituição, em investigar o que induz o aluno a expressar tal comportamento, se tem relação com a família ou se o aluno está sendo vítima de assédio, bem como a falta de uma comissão de psicologia assistencial para os estudantes. No acontecido de 2011, por exemplo, em um vídeo gravado semanas antes do tiroteio, o ex-aluno conta que sofreu bullying na escola, comprovando assim a importância do papel intervencionista da escola para evitar desde um inócuo comportamento até uma ampla tragédia.

Torna-se evidente, portanto, que a instituição familiar e a escolar são as principais responsáveis pela problemática abordada, contudo são as basilares para a mudança desse cenário. Em razão disso, os pais devem se conscientizar a cerca da sua responsabilidade na educação dos filhos, com o objetivo de gerar bons exemplos, e terem uma participação ativa na vida escolar, mantendo a comunicação frequente com a direção e professores. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, devem criar programas de atendimento especializado para os alunos e pais, por meio de psicólogos, a fim de reduzir e até mesmo extinguir os problemas de comportamentos dos estudantes. Dessa maneira, nenhuma outra escola terá seu dia letivo interrompido por uma tragédia.