O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/06/2021
Consoante Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Entretanto, apesar da sua importância para a construção de uma realidade menos excludente, é notório que o mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar não permitem o aproveitamento completo do conhecimento no território brasileiro. Desse modo, tal cenário é gerado seja por uma cultura intolerante disseminada pelas redes sociais, seja pelo enfraquecimento dos laços familiares contemporâneos, em conjunto com o distanciamento da figura parental.
Primeiramente, a disseminação de discursos de ódio no meio digital contribui para uma conduta inadequada nas instituições de ensino do país. Assim, apesar do fenômeno da globalização facilitar o acesso a novas culturas, a agilidade dos meios de comunicação também ampliou o uso das redes sociais para a difusão de ideias racistas, homofóbicas e machistas. Portanto, tais discursos são reproduzidos pelos alunos no ambiente escolar, sob a forma de bullying, assédio e violência física, promovendo a agressividade crescente que impede o aproveitamento pleno do potencial transformador da educação para a realidade do Brasil. Consequentemente, são necessárias medidas para promover o respeito às diferenças e diminuir as práticas violentas nas escolas brasileiras.
Outrossim, o enfraquecimento dos laços familiares também é capaz de ampliar o mau comportamento dos estudantes brasileiros. Segundo Zygmunt Bauman, por causa da presença excessiva da tecnologia, a contemporaneidade é marcada pela superficialidade das relações sociais. Da mesma forma, algumas famílias apresentam seus vínculos fragilizados e uma ausência de posicionamento diante da conduta do jovem, já que a participação digital é supervalorizada, em detrimento do papel parental na orientação da disciplina juvenil. Por conseguinte, há o aumento da agressividade no espaço educacional nacional, juntamente com a repressão dos benefícios oferecidos pelo conhecimento.
Diante disso, para que o potencial da educação no Brasil seja devidamente aproveitado, é dever do Ministério da Educação criar o Plano de Combate à Violência nas Escolas, que, por meio do oferecimento de palestras voltadas à alunos e parentes, acerca da discriminação das minorias, além da importância da presença da família para o bom comportamento do jovem, ministradas por profissionais capacitados, irá não só desconstruir os discursos de ódio propagados facilmente pelas redes sociais, como também o enfraquecimento dos laços familiares. Tais palestras deverão contar com uma equipe diversa culturalmente e profissionalmente, a fim de ampliar o contato com a pluralidade brasileira. Em suma, por essas vias, o Brasil mudará a sua realidade e a agressividade dos alunos no meio escolar.