O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 02/06/2021
A violência e as violações dos direitos humanos no Brasil, sobretudo as que ameaçam a vida e a integridade física do indivíduo, figuram entre as grandes preocupações das populações que vivem nas grandes cidades. Dito isso, nota-se que inúmeros fatores potencializam essa problemática no país. Nesse sentido, a desigualdade social e ambientes domésticos conturbados se apresentam como propulsores desse tipo de comportamento. Desse modo, são prementes discussões acerca das consequências da agressividade nas instituições de ensino.
Em primeiro plano, segundo a lógica do filósofo Rousseau, o homem é o produto do meio, denota-se que a desigualdade, que leva muitos a viver à margem da sociedade, gera um ambiente conturbado e propício a atitudes violentas. Nesse viés, viver sob a sombra da desigualdade gera nos jovens um sentimento de invisibilidade, os levando a culpar a sociedade que não lhe deu oportunidades. Além disso, a negligência parental e a violência doméstica “moldam” um indivíduo agressivo pois único modo que aprendem de se expressar é por meio da agressividade, ofensas e humilhações contra os colegas e docentes. Assim, quando ocorrem situações externas, em que o estudante foi vítima, ele tem grandes chances de se tornar o agressor em uma próxima oportunidade, ao causar o mesmo sofrimento que lhe foi ocasionado.
Nesse contexto, a trama do filme “Escritores da Liberdade” se passa em um ambiente escolar da periferia corrompido pela violência e agressividade, onde os alunos não tem vontade de aprender e constantemente entram em conflito. Fora das telas, um ambiente como esse apresenta consequências devastantes para o aprendizado dos estudantes. Sob esse prisma, alunos com histórico violento tendem a abandonar o colégio e não completar o nível básico de educação, o que diminui suas chances de ser reintroduzido como membro ativo da sociedade. Ademais, as vítimas dessas agressões muitas vezes desenvolvem distúrbios mentais e físicos sendo afetado em grande escala o desenvolvimento do aluno.
Depreende-se, portanto, que grandes prejuízos à educação no Brasil são advindos da violência escolar. Desse modo, é essencial que o Ministério da Educação promova a presença de profissionais psicossociais nos colégios, sejam eles psicólogos, psicopedagogos ou psiquiatras com o intuito de acompanhar e avaliar o desenvolvimento do aluno no âmbito sócio-escolar. Assim, desenvolvendo um ambiente pautado no respeito e confiança em oposição a uma atmosfera de medo e hostilidade.