O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/07/2020

Na série “Sex Education”, da Netflix, o personagem Eric sofre bullying e é constantemente agredido por outros alunos da mesma escola. Longe da ficção, é notável tamanha semelhança com a realidade atual brasileira. A partir dessa análise, percebe-se que um grande fator impulsionante dessa situação é a marginalização que os estudantes que moram em favelas sofrem, causando, assim, o bullying escolar e a agressividade.

Primeiramente, é claro e recorrente que crianças pobres tenham acesso, desde muito cedo, ao mundo do crime. Esse infortúnio irá gerar grande dificuldade para essas pessoas para classificarem o que é certo e o que é errado; haja vista que, mesmo do seu dia a dia, veem o errado acreditando ser o certo, fato que irá refletir diretamente no seu comportamento.

Consequentemente, os estudantes irão fazer o que já costumam ver no seu cotidiano e não enxergam problemas. Portanto, é assim que começa o bullying e a agressividade com colegas e professores. Logo, segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar o opressor”, estabelecendo, assim, grande relação com a situação dos alunos pobres; além de explicitar a necessidade de uma “educação libertadora”.

Sendo assim, é de extrema importância que algo seja feito a fim de minimizar os danos que a marginalização infantil causa no âmbito escolar. Dessa forma, é dever do Ministério da Educação, por meio de investimentos, propor a empregação de psicólogos em todas as escolas. Esses deverão não só consultar a vítima de bullying e o agressor, como também palestrar sobre o tema, sempre buscando a compreensão de todos os alunos; fazendo com que os agentes do bullying parem de cometê-lo, e as vítimas superem esse trauma. Só assim, a “educação libertadora” a qual Paulo Freire se referia, será, finalmente, colocada em prática; parando o mau comportamento e a agressividade de alunos no ambiente escolar.