O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 10/07/2020

Na obra “A República”, do filósofo e matemático Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, no cenário atual brasileiro, observa-se justamente o oposto, tendo em vista a crescente onda de agressividade no âmbito escolar, em virtude da inércia governamental e da má influência midiática.

Primeiramente, segundo o filósofo iluminista Rousseau em sua obra Contrato Social, cabe ao estado viabilizar ações que garantam a segurança e o bem-estar coletivo. Entretanto, nota-se uma omissão provinda do Estado, a julgar pela violência nos setores educacionais. Nesse contexto, a consequência da inercia governamental resulta na construção de uma atmosfera de violência dentro das escolas, pois sem iniciativas governamentais eficientes para que esse problema seja freado, os agressores se sentem protegidos e livres para disseminar atos de opressão e violência dentro das instituições de ensino.

Além disso, a má influência midiática é um fator determinante. Nesse enquadramento, segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o papel da mídia é ser instrumento disseminador de informações que afetem positivamente o pensamento coletivo. No entanto, tal papel não é exercido com eficiência, a julgar pelos constantes casos de bullying nas escolas, conseguintes da silenciação midiática sobre essa problemática.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve propor a criação de campanhas publicitárias e a implementação de leis mais severas em relação à prática de violência dentro das escolas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tais campanhas irão ser exibidas nos veículos de comunicação e serão voltadas para a importância da inibição da prática de qualquer tipo de violência e segregação dentro das escolas. Espera-se que com essas medidas seja freada a agressividade no ambiente escolar de forma definitiva.