O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 03/07/2020

No dia 13 de março em 2019, o Brasil ficou marcado pelo assassinato de alunos na escola Raul Brasil, em São Paulo. Partindo desse viés, reascendeu a discussão em torno de uma das mais graves mazelas da sociedade, com isso as diversas faces da violência, tal como ocorreu em 13 de março representam empecilhos às escolas e inviabilizam o convívio social saudável. Ora, uma cultura de hostilidade e, sobretudo, omissão, sob pena de prejuízos irreversíveis aos estudantes.

Essa problemática deriva, em especial, do papel tácito do olhar coletivo. Na ótica da filósofa Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento da coletividade com essa área, uma vez que os estudantes brasileiros manifestam na prática a cultura de hostilidade definida por Arendt, pois, motiva os casos de violência, como o bullying, ofensas a professores, degradação do patrimônio. Dessa forma, enquanto, no âmbito escolar, a banalidade do mal for a regra, a paz será exceção.

Atrela-se ao exposto, a omissão do Poder Público nessa temática. De acordo com John Locke, o qual construiu a tese de que os indivíduos cedem confiança ao Estado que, em contrapartida, deve garantir direito a sociedade. Sob essa tese, a ideia de Locke está distante da realidade vivenciada nas escolas, haja vista a ausência de iniciativas das autoridades em garantir a segurança e a paz no local, como exemplo tem-se a tragédia ocorrida na cidade de São Paulo, no dia 13 de março. Nesse sentido, é fulcral que o Governo abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que essa assertiva demanda dois vetores. Assim, cabe à coletividade o dever repudiar a cultura de violência, ligada a natureza humana e comum nos estudantes, por meio de palestras, debates nas mídias sociais e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, a fim de evitar as agruras que se tornaram banal. Ademais, o Poder Público deve aumentar a segurança no âmbito educacional, por intermédio da destinação de viaturas e, por extensão, de agentes às instituições com históricos problemáticos, com o intuito de haver mais seguridade e harmonia nessa esfera. Com isso, para que o acontecimento do dia 13 de março seja apenas um fato histórico e não ocorra novamente.