O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas-ONU-, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo cidadão o direito à segurança e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, é crescente os casos de violência no ambiente escolar, fator esse causado pela negligência familiar e estudantil. Logo, urge que órgãos públicos promovam mudanças.

Mormente, é cabível ressaltar o descaso por parte dos familiares quanto à educação dos filhos. No filme “Um Grito de Socorro”, a jovem Sunny, que praticava bullying na escola, tinha uma vida conturbada em casa, fator que influenciava as atitudes agressivas da adolescente. Paralelamente, na realidade brasileira, jovens carecem do convívio familiar e ficam a mercê da sociedade visto que os pais não lhes dão a devida atenção, como valorizar os momentos em família, dialogar ou tornar-se amigo do filho. Destarte, o adolescente sente-se solitário, amargurado e pode descontar em seus colegas ou professores de turma.

Além disso, é importante destacar a função da escola em frente a esse entrave. No seriado americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista da série sofre racismo na escola e, ao decorrer da série, pode-se perceber a ineficácia da coordenação estudantil por não se pronunciar quanto ao preconceito sofrido diariamente por Chris. Fora da ficção, o ambiente vivido pelo protagonista não difere da realidade haja vista que os mentores das instituições de ensino demonstram-se, por diversas vezes, ausentes nas questões de violência nas escolas, devido seu pensamento arcaico de idealizar como “besteira” os entraves sofridos pelos alunos e professores. Desse modo, a violência estudantil cresce de modo desordenado no Brasil.

Portanto, é mister que o atual cenário brasileiro seja modificado. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde em sinergia com o Ministério da Educação, mediante investimentos do Governo, disponibilizem psicólogos para os pais e alunos com o fito de aproximá-los, sanar desavenças e melhorar o convívio familiar, para assim, amenizar a situação de violência escolar. Ademais, é fulcral que o Estado, por meio de investimentos da Receita Federal, disponibilizem psicopedagogos aos colégios para que esses monitorem e realizem atividades extracurriculares-como piquenique com os estudantes- com o intuito de mitigar problemáticas como o bullying. Assim, o entrave poderá ser apaziguado.