O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 10/05/2020
Uma pesquisa feita pela revista “Gazeta do Povo” com mais de 12 mil jovens mostra que 84% dos entrevistados reportam suas escolas como violentas, e um em cada três deles afirmou estar envolvido em bullying, seja como vítima ou agressor. Essa situação de crescente agressividade no ambiente escolar, que afeta os próprios alunos e também os profissionais educadores, atesta a displicência das escolas em lidar com a situação, além da orientação falha das famílias.
Efetivamente, em sua maioria, as ações violentas dos jovens refletem uma vida familiar problemática. A título de ilustração, na obra cinematográfica “It, a coisa” o jovem Henry Bowers pratica bullying com vários colegas de classe como forma de se provar corajoso para seu pai, com quem tem uma relação bastante violenta e de muita humilhação. Assim como na ficção, muitos adolescentes levam suas raivas e angústias para a escola e descontam nos colegas, devido à uma vivência em um ambiente tóxico ou mesmo a indiferença dos responsáveis com suas questões emocionais, que os faz buscar validação na violência.
Ademais, a situação dos professores também se complica com esse contexto de violência. Em uma pesquisa da OCDE (Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico), por exemplo, mais de 12% dos professores entrevistados afirmaram ter sofrido agressão verbal ou intimidação por algum aluno no ambiente de sala de aula. Esse índice crescente mostra o pouco preparo das instituições educacionais em amenizar o problema com medidas preventivas ou punitivas, ou mesmo garantindo ajuda psicológica aos alunos, o que sacrifica a dignidade desses profissionais.
Portanto, a fim de combater o comportamento violento nas escolas, cabe à Direção dos colégios reavaliar as regras da instituição, por meio da implementação de maior fiscalização no dia a dia das salas de aula e de medidas punitivas, que informem as famílias sobre o comportamento improprio do aluno e ofereça também apoio com um profissional psicólogo. Além disso, os núcleos familiares devem criar diálogos com os filhos e atentar-se a problemas emocionais, buscando construir um ambiente doméstico saudável, assim, os dados atestados na “Gazeta do Povo” podem ser modificados.