O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

O massacre de Suzano, ocorrido em 2019 em uma escola de São Paulo, foi, para muitos, motivado pelas relações menosprezantes que sofriam os responsáveis pelo crime. Isso mostra que a agressividade de alunos para com os seus colegas no ambiente escolar tem graves consequências. A partir disso, é importante analisar os tipos de mau comportamento nas escolas e o motivo que leva as crianças a terem tais atitudes.

É importante destacar, antes de tudo, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 7,4% dos alunos sofreram “bullying” em 2015. Essa é uma das formas de agressividade muito presente nas escolas atualmente. Além disso, a violência física no ambiente escolar é algo que é muito noticiado nos jornais. Até professores entram como vítimas desses atos. Danificar e quebrar o patrimônio da escola é algo que os alunos também fazem naquele momento de fúria, na qual não justifica o ato. Dessa forma, é perceptível que o número de agressividade nas escolas por alunos contra outros alunos, corpo docente e até patrimônio só aumenta.

Percebe-se, por outro lado, que, segundo o estudioso Paulo Freire, o sonho do oprimido é ser o opressor. Isso mostra que por trás de algum ato violento dos alunos há um explicação. A convivência familiar, o modo como essas crianças são tratadas e educadas pela família tem total influência no comportamento delas no meio escolar. Isso ocorre porque se em casa elas são tratadas com violência, acabam por assimilar aquelas atitudes como corretas e como soluções para determinados casos. Um exemplo disso seria o xingamento das crianças pelos pais quando elas fazem algo que não os agradam.

Nota-se, portanto, que urgem formas de frear o aumento do mau comportamento e agressividade de alunos na escola. Para isso, é importante que o Ministério da Educação,  por estar diretamente ligado e poder resolver assuntos escolares, diminua a tolerância que tem com o mau comportamento dos alunos, com o uso de punições com perca de nota e suspensões, para que assim as crianças entendam que determinadas atitudes não devem ser tomadas pois têm suas consequências. É importante, também, que o mesmo órgão, em parceria com a Secretaria de Educação de cada local, crie mecanismos de ajuda psicológica para os alunos responsáveis por atos violentos, por meio da disponibilização de psicólogos, já que esses têm a capacidade de encontrar o problema que leva os agressores a cometer o ato, para que assim seja solucionado os déficits psicológicos provenientes de relações familiares frágeis.