O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

A partir da expansão marítima do século XV, foram criadas escolas jesuíticas para a catequização de comunidades indígienas. Muitas vezes, devido à resistência das tribos locais, eram travadas inúmeras batalhas entre europeus e índios. Além de propósitos religiosos, sabe-se que a escola assumiu na modernidade um papel de formação intelectual e social dos indivíduos. Porém, o âmbito escolar ainda é um cenário de desentendimentos e agressões entre estudantes e professores. Com isso, faz-se necessário entender as razões que provocam esses comportamentos, assim como a elaboração de medidas que auxiliem a harmonia nas salas de aula.

No filme francês “Les Choristes”, um ex-maestro passa a trabalhar em um internato para meninos problemáticos após o fim da segunda guerra mundial. A partir disso, ele é instruído a aplicar métodos rigorosos em suas aulas, o que não traz resultados positivos, levando-o a organizar um coro com as crianças. Então, seus alunos passam a canalizar suas angústias para a música, decorrentes de conturbações em suas relações familiares nesse período histórico. Perpassando a ficção, muitos problemas em casa ou com a família podem influenciar a noção de respeito referente à comunidade escolar, provocando o aumento de agressões verbais ou até físicas dentro desse espaço.

Dessa forma, os jovens passam a ver o ambiente educativo de maneira negativa, que segundo o sociólogo Michael Foucault passa a ter como objetivo “Vigiar e punir”. Essas instituições, procuram controlar e castigar na tentativa de corrigir as atitudes que são consideradas inapropriadas a esse meio. Assim, forma-se um ciclo desprazeroso de ensino, que deveria ser expandido através de atividades alternativas e extracurriculares correspondentes à cidadania e ao bem-estar psicológico dos alunos, enriquecendo seus cronogramas de estudo e ajudando a desenvolve-los.

Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade de diversificar e oferecer ajuda aos estudantes no recinto escolar. Cabe então, ao Ministério da Educação conjuntamente ao Estatuto da Criança e do Adolescente a elaboração de uma lei que assegure o direito às crianças de participarem de aulas de cidadania desde o início de seu envolvimento escolar, palestradas por professores e psicólogos especializados no ensino infantil. Por meio disso, será possível desenvolver desde cedo um aprendizado mais saudável e integrado a todos os aspectos da vida dos alunos.