O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 13/05/2020

Fazendo um paralelo dos conceitos de “tábula rasa”, do empirista britânico, John Locke, e do “hábitus”, mencionado pelo filósofo, Pierre Bourdieu. Respectivamente, tem-se que, um indivíduo ao nascer é como uma folha em branco, escrita por meio das experiencias de mundo do mesmo, que, por sua vez, serão interiorizadas e, logo após, exteriorizadas. É nessa concepção, que se fundamenta a crescente indisciplina de alunos nas escolas. Visto que, a formação deficitária advinda do grupo social de base e falta de correção eficiente da mesma, no ambiente escolar, faz com que o estudante interiorize e exteriorize más condutas, verbais ou físicas, que causam prejuízos à educação.

Em primeira análise, A formação do indivíduo pela família, cria as bases do seu comportamento no ambiente escolar. Visto que, se a criança vive cercada de más condutas, tenha uma educação acrítica, baseada em imposições, ou até mesmo, é mais formada pelos programas midiáticos, muitas vezes agressivos e sem conteúdo, é isso que vai fomenta-la. Nesse contexto, o Filósofo Paulo freire, diz que se não há uma educação libertadora, torna-se um sonho para o oprimido, ser um opressor. E é no ambiente escolar que esses alunos, devido à falta de uma base educacional libertadora, irã se impor de maneira indisciplinada e impulsiva, incitando formas de violência.

Em segunda análise, a falta de reeducação eficiente de condutas interiorizadas por alguns alunos, como a naturalização do bullying, racismo e agressões físicas, faz com que influencie outros e crie um ambiente desarmônico. Como provam, às análises de Hannah Arent, de “mal radical”, indivíduo que comete o mal, e “mal banal” que seriam os influenciados que o naturalizam, fazendo essas práticas ganharem uma dimensão muito maior. Nesse contexto, há lacunas de monitoria e correção dos alunos por profissionais qualificados, auxiliando os professores, dispostos a ajuda-los a formar-se como cidadãos justos, equilibrados e críticos, e não somente impor-lhes regras, como é fundamentado o modelo de monitoria proposto pelo presidente, Jair Bolsonaro, onde ela ficaria nas mão de militares.

Portanto, diante dos progressivos casos de agressões e mal comportamento de alunos no ambiente escolar, é necessário que haja um projeto nas escolas para corrigir essas práticas. Primeiramente, o Ministério da Educação, deve elaborar uma programação de reuniões, dos gestores e professores com às famílias, visando o auxílio para reparar comportamentos pontuais de alunos específicos. Logo após, psicólogos devem ser contratados para atuar como monitores nas salas de aula, visando identificar comportamentos inarmônicos e através de diálogos, conscientizar os estudantes sobre suas ações. Por fim, retomando a teorias de Locke e Bourdieu, esses aprendizes terão a oportunidade de escrever um novo capítulo de aprendizados e exterioriza-los, de forma a impulsionar á educação brasileira.