O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem, em especial, na vida familiar e nas instituições de ensino. Nesse ínterim, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar se apresenta como um fator que é contrário aos princípios dessa instituição. Tal realidade é, portanto, decorrente da terceirização da educação junto à presença massiva de bullying nas escolas.

A priori, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a socialização primária é desenvolvida no meio familiar, no qual a criança tem contato com a linguagem, de modo a compreender as relações sociais primárias e os seres que a compõem. Nesse sentido, é incontrovertível que na formação educacional do aluno a presença da família é de suma importância para garantir o pleno desenvolvimeto e o preparo para a cidadania. Entretanto, a hipervelocidade advinda da globalização transformou as relações sociais como um todo, o que resulta no fato de muitos genitores atribuírem à escola o papel único de formar o educando de modo que esse, sem ter uma disciplinarização prévia, acaba por apresentar mau comportamento. Dessarte, a terceirização da educação pelos familiares atua em conjunto com a desordem comportamental na sala de aula, sendo isso um fator que contribui para a inércia da sociedade.

Ademais, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), um em cada dez educandos brasileiros é vítima de bullying. Nessa pespectiva, é indubitável que essa agressividade crônica, a qual atua de forma a humilhar e intimidar as vítimas, resulta em diversos problemas no âmbito físico e psicológico dessas. De certo, todo o sofrimento decorrente dessa agressão tende a provocar uma reação violenta daquele que é acometido, atingindo não só seus colegas e professores, mas também a si mesmo. Dessa forma, tal violência é um fator que contribui para a ausência de harmonia nas instituições de ensino na medida em que desrespeita a liberdade do indivíduo e contribui para a intolerância nesses ambientes.

Em suma, medidas fazem-se necessárias no tocante ao mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar. A princípio, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve criar nas escolas um programa de acompanhamento de pais e filhos, que garanta a participação efetiva da família no processo educativo, para que essa não terceirize seu papel na formação do estudante. Somado a isso, o MEC, deve criar programas de acompanhamento de vítimas do bullying e, por meio da mídia, deve intensificar as campanhas de combate à essa agressão, de modo a proteger os acometidos e conscientizar o meio social, mitigando essa prática nas instituições de ensino.